Demanda pela soja dos EUA dá suporte aos preços nesta quarta-feira

Publicado em 15/02/2012 17:12 e atualizado em 16/02/2012 04:48 809 exibições
Nesta quarta-feira, os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago iniciaram o pregão regular em alta e assim terminaram o dia. No início da sessão, os principais vencimentos subiam mais de 10 pontos, porém, ao longo dos negócios, as cotações foram devolvendo parte dos ganhos - partes em função da alta do dólar -  e fecharam com mais de 6 pontos de alta nos contratos mais próximos.  O movimento de alta no mercado da soja ainda encontra suporte nas adversidades climáticas, no bom humor do mercado financeiro e na demanda pelo produto dos EUA. 

Quanto ao clima, para o período entre os próximos 5 a 7 dias deverá ser de mais tempo quente e seco no Rio Grande do Sul e no norte da Argentina. A seca vem provocando sérias quebras na produção da América do Sul, levando diversas consultorias a reduzirem suas estimativas para as safras de importantes países produtores. 

Parte por conta disso, a demanda pela soja norte-americana mostra-se bastante aquecida. As vendas que foram reportadas essa semana animaram o mercado, já que sinalizam que a procura pelo produto deverá continuar grande. Hoje, pelo terceiro dia consecutivo, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou a venda de mais 116 mil toneladas da oleaginosa para a China. 

Uma comitiva chinesa que está nos Estados Unidos poderia firmar um acordo bilateral de comércio que poderia firmar a venda de algo entre 10 e 12 milhões de toneladas de soja dos EUA para a nação asiática. "Isso não significa que vai se comprar mais, mas garantiria a venda desse volume", explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da New Edge Corretora, de Nova York. 

D'Ávilla falou ainda sobre os fundos e afirmou que, a cada dia, eles entram comprando mais no mercado de grãos e também acabam impulsionando novos movimentos de alta entre as cotações. 

Milho e trigo - Os futuros do trigo e do milho fecharam no vermelho. O trigo seguiu recuando frente as projeções de uma safra recorde na Austrália, importante produtor mundial do grão, e o movimento acabou puxando as cotações do milho para baixo. O cereal, por sua vez, acabou realizando lucros, haja visto que não se depara com nenhuma novidade significativa entre seus fundamentos. 

Confira como ficaram as cotações no fechamento desta quarta-feira:



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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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