Chuvas na América do Sul e financeiro pressionam soja em Chicago

Publicado em 22/02/2012 13:43 e atualizado em 22/02/2012 15:43 918 exibições
A soja começou o  pregão regular desta quarta-feira em queda na Bolsa de Chicago. Por volta das 14h15 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa perdiam, em média, 8,50 pontos. O contrato maio/12, referência para a safra brasileira, era cotado a US$ 12,69 por bushel, recuando 7,75 pontos. 

A desvalorização, que teve início no pregão noturno, vem sendo justificada pela alta do dólar index e pelo mercado financeiro negativo desta quarta-feira. A preocupação com a situação da crise na Europa, em especial a economia da Grécia que passa por momentos decisivos e determinantes, pesa sobre os preços das commodities, já que deixa os agentes de mercado mais avessos ao risco, optando por ativos mais seguros. 

Hoje, a agência de classificação de risco Fitch Ratings cortou a nota de crédito da Grécia em dois degraus, passando de CCC para C. 

"A Fitch considera que a proposta para reduzir o endividamento público da Grécia via troca de dívida com os credores privados irá, se concluída, constituir um default no rating e levar a nota do país a ser rebaixada para ´default restritivo'", informou a agência em um comunicado.

Além disso, a expectativa de algumas chuvas para o Brasil e para a Argentina, que poderiam trazer algum alívio para as lavouras que há meses vêm sofrendo com a seca, também pressionam as cotações na sessão de hoje. 

O milho e o trigo, em contrapartida, operam em campo positivo. Analistas afirmam que os mercados tentam se recuperar após as perdas registradas no pregão de ontem. 

Paralelamente, os futuros do milho também encontram suporte na demanda da China pelo grão. Em janeiro, a nação asiática comprou 751 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, "o que não é comum", como disse o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da NewEdge Consultoria, em Nova York. 

"Há uma certa expectativa de demanda chinesa por milho, que pode ajudar o preço do cereal a ficar mais forte", afirma D'Ávilla. 
Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário