Soja: Mercado opera com volatilidade após fortes altas de fevereiro

Publicado em 01/03/2012 13:59 633 exibições
O cenário fundamental permanece o mesmo para o mercado internacional da soja: a quebra na produção da América do Sul foi bastante séria e a demanda pela soja norte-americana vive um momento aquecido e de firmeza. Porém, ainda assim, o mercado registrou uma realização de lucros no pregão noturno desta quinta-feira e no início da sessão regular na Bolsa de Chicago. 

"Os preços sobem, mas eles não sobem em linha reta. Eles precisam parar um pouco para respirar e depois retomar a tendência de mais longo prazo", disse o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, direto de Chicago. 

No entanto, Dejneka disse ainda que qualquer momento de recuo no momento da soja seria curto, e isso parece ter se confirmado já no pregão diurno de hoje, com os preços da oleaginosa voltando para o lado positivo da tabela. Por volta das 13h40 (horário de Brasília), os contratos mais próximos trabalhavam com leves altas. Mas, a volatilidade em meio a este momento também mostra sua cara e, às 14h, os preços já voltavam a recuar novamente. Porém, as cotações registravam ligeiras perdas.

O mercado, como há alguma sessões vem acontecendo, continua encontrando sustentação no apertado quadro de oferta e demanda da soja. As perdas na colheita sulamericana estimularam os importadores a garantirem seus estoques com a commodity norte-americana, mas, nos EUA, as reservas também seguem bastante ajustadas.  

Além disso, a soja ainda precisaria vencer do milho a batalha por área nos Estados Unidos, e para isso precisa continuar registrando preços atrativos para que os produtores optem pela oleaginosa em detrimento do cereal. Essas expectativas também devem seguir contribuindo para novas altas em Chicago.  "Precisamos ter uma safra quase perfeita aqui nos Estados Unidos para aliviar a situação fundamental da soja", completou o analista. 

*Acompanhe o analista Pedro Dejneka pelo Twitter: www.twitter.com/phderivativos
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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