Após dia de preços históricos em Chicago, grãos realizam lucros

Publicado em 10/07/2012 10:01 1702 exibições
Nesta terça-feira (10), os futuros da soja, do milho e do trigo operam em queda na Bolsa de Chicago. O recuo reflete uma correção dos preços iniciada depois da explosão das cotações na sessão de ontem, quando a soja registrou um dia histórico e quebrou seu recorde de preços chegando aos US$ 16,79 por bushel no vencimento julho. 

Como já vinha sendo sinalizado por analistas, o mercado não sobem linha reta, mesmo diante desse cenário extremamente promissor para os preços. O dia de hoje é, portanto, dia de uma clássica e já esperada realização de lucros. A chamada "pausa para respirar" que o mercado costuma tirar depois de uma sessão em que a soja subiu mais de 50 pontos e o milho se aproximando de seu valor recorde de US$ 7,99 por bushel. 

A combinação de estoques apertados, demanda aquecida e as lavouras sofrendo com o calor excessivo e a falta de chuvas nos Estados Unidos tem sido o principal trampolim para os grãos. Embora alguns modelos climáticos sinalizem alguma melhora para os próximos dias, já há regiões em que os danos são irreversíveis. 

As lavouras de milho sofrem muito com a falta de chuvas em um estágio de desenvolvimento onde a presença da água é fundamental e por isso já têm sua produtividade comprometida. Nos Estados Unidos já há o temor de uma falta do cereal, o que fez até com que os americanos comprassem milho brasileiro - cerca de 15 a 20 cargos - para entrega em agosto. 

No caso da soja, há ainda quem afirme que pode haver uma recuperação.  Caso as próximas chuvas sejam volumosas o suficiente, parte dos danos causados pelas adversidades climáticas podem ser reparados. 

Amanhã, quarta-feira (11), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu próximo relatório mensal de oferta e demanda e em função da seca, o mercado espera que o boletim aponte uma redução na produtividade. Para o milho, a projeção é de que o rendimento seja reduzido para 161 sacas por hectare, contra 173,6 da tendência apontada. Na soja, o número deverá baixar de 49,2 para 47 sacas/ha. 
Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário