Grãos: Mercado vira e fecha a quarta-feira com fortes altas na CBOT

Publicado em 18/07/2012 17:20 e atualizado em 18/07/2012 17:58 2143 exibições
Essa quarta-feira (17) começou negativa para o mercado internacional de grãos, porém, ao longo do dia os preços foram revertendo o cenário e encerraram os negócios com fortes altas na Bolsa de Chicago. A soja encerrou com ganhos de quase 30 pontos nos principais vencimentos. O contrato agosto fechou cotado a US$ 16,83 por bushel e, se somado o valor atual do prêmio - 200 cents - para tal vencimento, o preço chega a US$ 18,83, se aproximando dos US$ 19 por bushel. 

O foco do mercado ainda é o clima nos Estados Unidos. As lavouras continuam sendo prejudicadas pelas altas temperaturas e pela falta de chuvas. A seca no país é a pior desde 1956 e cerca de 61% do país sofre, de alguma forma os efeitos dessa estiagem.

A preocupação com as condições climáticas no país segue se agravando a cada dia e garantindo novas altas para o mercado. Soja, milho e trigo chegaram a registrar leves movimentos de realização de lucros, no entanto, voltaram a se apoiar na tendência de alta e continuaram a escalada dos preços. 

Como explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da NewEdge Corretora, de Nova York, em uma conversa com o presidente norte-americano Barack Obama, o secretário de Agricultura do país confirmou um aumento dos preços dos produtos alimentícios em função desta seca. Além disso, disse ainda que 1297 municípios em 29 estados estão habilitados a receber ajuda do governo por conta dos prejuízos sofridos com a seca.

Paralelamente, além das perdas e da previsões já conhecidas, novos mapas climáticos indicaram a continuidade deste cenário nos Estados Unidos. Modelos divulgados por volta de meio dia (horário dos EUA) apontaram que, até o fim de julho, as temperaturas do Texas até a Dakota do Norte ficarão em torno dos 38°C. 

Clique no link abaixo e veja a entrevista de Daniel D'Ávilla sobre o mercado desta quarta-feira:


Veja como ficaram as cotações:



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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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