CBOT: Depois de dados do USDA, soja avança e milho tem leve recuo

Publicado em 10/08/2012 12:43 e atualizado em 10/08/2012 13:41 968 exibições
Nesta sexta-feira (10), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu novo relatório mensal de oferta e demanda e confirmou, por meio dos números, a severa perda que será registrada na nova safra norte-americana. O departamento norte-americano reduziu suas estimativas tanto para a produção, produtividade e estoques para a soja e também para o milho e as cotações no mercado internacional já reagem à essas novas informações. 

Segundo explicou o consutltor de mercado Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica, os dados apresentados pelo USDA vieram praticamente dentro das expectativas e por isso a reação dos preços não é tão explosiva. No entanto, alerta para os detalhes e uma análise que precisa ser feita nas entrelinhas sobre informações que são altistas para o mercado. 

Informações como a redução das exportações norte-americanas de soja de 37,29 milhões de toneladas para 30,21 ou a redução de 7% na demanda de milho para a produção de etanol nos EUA são exemplos desses detalhes citados por Cogo. Segundo o consultor, os números são contraditórios, uma vez que a demanda pelo cereal para a produção de combustível no primeiro semestre deste ano caiu apenas 3,3% e no acumulado de janeiro a julho as importações de soja da China aumentaram 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o analista de mercado Pedro Dejneka, não há motivos para "sustos" com essa reação inicial do mercado pós relatório do USDA. "O mercado digere dados após enorme alta desta quinta-feira pré-relatório. O USDA foi obrigado a cortar estimativas de exportação para "fazer a matématica funcionar", pois não tem como mostrar um número negativo de estoques tanto para soja quanto para milho. Os dados jogaram a realidade na cara do mercado", explicou. 

Dejneka explica ainda a necessidade que o mercado terá de racionar a demanda e isso só será possível com novas altas dos preços. Para o analista, a soja deverá testar a recente alta de US$ 17,77 por bushel até meados de setembro, e o milho buscará, pelo menos, US$ 8,75. 

Por volta das 12h30 (horário de Brasília), o vencimento agosto da soja subia 31,75 pontos, cotado a US$ 17,26, e o novembro tinha alta de 16,75 pontos, valendo US$ 16,48. No milho, o setembro valia US$ 8,15, com queda de 2,50 pontos e o dezembro US$ 8,22, perdendo 1,75 ponto. O milho recuando frente a números já esperados, porém, confirmando a análise de Dejneka, de que o mercado não surpreenderia com uma reação negativa nesta sexta-feira. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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