CBOT: Soja fecha o dia com mais de 30 pts de alta; milho e trigo também avançam
Publicado em 15/08/2012 17:14
| Atualizado em 16/08/2012 08:23
O mercado internacional da soja focou a demanda aquecida e a oferta restrita e fechou o pregão com mais de 30 pontos de alta na Bolsa de Chicago. Nesta quarta-feira (16), a oleaginosa encontrou suporte para novas altas em sinais de que a procura pela commodity continua bastante aquecida frente a uma oferta historicamente baixa.
De acordo com Vinícius Ito, analista de mercado da Jeffrey's Corretora, de Nova York, os prêmios no portos norte-americanos registraram uma elevação expressiva o que indica uma demanda ainda bastante fortaleciada. Nesta quarta-feira, foram ouvidos boatos de que a China teria voltado a consultar os preços no mercado dos Estados Unidos.
Paralelamente, a oferta restrita preocupa. Os estoques estão historica e preocupantemente baixos depois da quebra da safra 2011/12 na América do Sul e das perdas que vêm sendo contabilizadas pela safra 2012/13 nos Estados Unidos. Dessa forma, os preços devem continuar subindo como tentativa de racionar a demanda. Para Ito, o valor que poderia limitar as compras seria o de US$ 17 por bushel, apesar de alguns analistas considerarem alguns valores superiores a estes, como algo entre US$ 18 e US$ 19.
Ainda nesta quarta-feira, o avanço do mercado foi "limitado" pelas previsões climáticas que indicam novas chuvas para o Meio-Oeste norte-americano, região onde se encontra o cinturão produtor do país. Porém, o quadro de oferta e demanda revela uma força maior com influência mais expressiva no mercado, haja visto que a situação dos estoques mundiais de soja é bastante grave. Além disso, o impacto e os resultados positivos que essas chuvas poderiam causar não seriam muito significativos.
“A oleaginosa vale ouro, e a situação está complicada e de repente no próximo relatório do USDA podemos ver números mais baixos pela frente”, disse Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge.
No mesmo caminho da soja, o milho também encerrou o dia em alta, subindo mais de 12 pontos em seus principais vencimentos. A alta da soja e o cenário de oferta restrita e demanda aquecida também estimularam as cotações no mercado internacional do cereal.
Outro fator de estímulo aos preços foi o anúncio de uma possível redução de 500 mil toneladas na produção de milho da China, que, atualmente, é o segundo maior produtor mundial do cereal.
Veja como ficaram as cotações no fechamento desta quarta-feira:
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