Operando com volatilidade, soja agora recua na CBOT. Grãos acompanham baixa
Publicado em 27/08/2012 13:08
Depois de operar com boas altas no começo do dia, os futuros da soja passaram a recuar na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (27). Como já havia sido sinalizado por analistas, o mercado ainda tem pela frente dias que deverão ser marcados pela volatilidade e realização de lucros apesar da tendência de alta. O milho e o trigo também passam por uma correção de preços depois das últimas altas e, assim como a soja, também recuam. As baixas, entretanto, são ligeiramente menores.
O principal foco dos investidores continua sendo a delicada situação da oferta mundial de soja. As perspectivas sobre a disponibilidade da oleaginosa é de um potencial limitado e isso mantém o mercado sustentado, principalmente frente a uma demanda bastante aquecida.
Segundo analistas de mercado, nesse quadro de demanda aquecida e oferta restrita, os preços deverão continuar subindo como forma de tentar conter a procura pela oleaginosa. No entanto, com as posições de curto prazo todas bem acima de US$ 17 ainda não são vistos sinais de arrefecimento.
Porém, como explica o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, a baixa da sessão de hoje "é saudável e deve ser vista como oportunidade de compra para o médio prazo". O contrato novembro bateu sua nova máxima história no pregão noturno e essa realização de lucros por parte dos fundos chega após esse registro.
Além disso, a correção dos preços, de acordo com Dejneka, acontece por conta de um baixo volume de operações que acabou fazendo com o mercado não fosse capaz de sustentar seus ganhos. "Os mercados não sobem em linha reta. As baixas ainda serão compradas, mas o mercado precisa respirar depois das altas de 11% das últimas três semanas no contrato novembro".
Para Dejneka, o que os preços precisam agora é de novas informações concretas que possam estimular ganhos sustentados. Segundo o analista, este combustível virá do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado em setembro e também de novidades sobre a demanda.
Após subir mais de 15 pontos na manhã desta segunda, por volta das 13h (horário de Brasília), os principais vencimentos da soia perdiam entre 4,75 e 14,75 pontos. As posições novembro/12 e janeiro/13 eram as que operavam com maior recuo. Entre as cotações de milho, as perdas eram de 1,25 a 3 pontos e, no caso do trigo, de 2,50 a 5,50 pontos.
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp?
Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal
0 comentário
Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil