Grãos operam com forte queda na CBOT em dia de liquidação dos fundos
Publicado em 15/10/2012 14:32
| Atualizado em 15/10/2012 15:14
Nesta segunda-feira (15), a soja registra expressiva queda na Bolsa de Chicago. Por volta das 14h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam mais de 30 pontos, com os principais vencimentos já abaixo dos patamares dos US$ 15 por bushel.
Na sessão de hoje, os fundos voltam a liquidar boa parte de suas posições e isso vem pesando seriamente sobre as cotações da soja no mercado internacional. De acordo com o operador de mercado Liones Severo, essa queda era um movimento já esperado e que vinha sendo sinalizado pelos gráficos históricos dos preços.
Para Severo, esse forte recuo reflete os sérios problemas financeiros pelo qual passa a Europa, e que acaba contagiando demais economias ao redor globo, além do aumento da estimativa da produção nos Estados Unidos e da projeção de uma safra cheia na América do Sul. "Esta baixa estava prevista e trata-se de uma situação normal", diz.
Entretanto, o operador afirma ainda que o mercado ainda dá indícios de que novas altas no final deste ano poderão acontecer, já que os fundamentos de oferta e demanda, que se mantêm positivos, voltarão a prevalecer. "O mercado é sazonal. Dezembro é um mês de alta, o mercado sempre teve esse desempenho e não será agora que vai acontecer diferente", diz Severo.
Paralelamente, o recuo dos preços da soja em grão sentem também a baixa na cotação do farelo de soja. A demanda pelo produto estaria um pouco retraída, principalmente por parte da Europa, o que acontece por conta da crise financeira pela qual passa o continente.
Na esteira da soja, os futuros do milho e do trigo também registram expressiva queda na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira.
No caso do milho, analistas afirmam que a baixa dos preços reflete uma menor demanda pelo cereal diante dos altos preços registrados nos últimos meses. As cotações do milho subiram muito e atingiram patamares recordes depois da séria quebra sofrida pela produção norte-americana na safra 2012/13 de cerca de 100 milhões de toneladas.
O mesmo acontece com o trigo, que, além da influência negativa dos mercados vizinhos, também sente a pressão de uma demanda menos aquecida e por isso recua em Chicago.
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