USDA inidica aumento da oferta nos EUA e no mundo e soja despenca

Publicado em 09/11/2012 18:48 e atualizado em 12/11/2012 07:44 1901 exibições
A soja despencou na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (9), encerrando a sessão com perdas de mais de 40 pontos nos principais vencimentos. O milho e o também fecharam o dia em campo negativo, entretanto, as perdas foram bem menos expressivas. Segundo Mario Mariano, consultor de mercado da corretora Novo Rumo, o mercado passou por um teste de suporte em função de um cenário técnico e fundamentado. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizou seus dados de oferta e demanda nesta sexta e os números pressionaram expressivamente as cotações da soja em Chicago. O departamento norte-americano aumentou em quase 4% sua estimativa para a produção nos EUA, além de projetar um crescimento também para a produtividade, para a safra mundial epara os estoques americanos e globais. 

Apesar de o mercado já estar esperando por esse incremento, as projeções do USDA acabaram surpreendendo os investidores, fazendo com que os preços exibissem forte recuo já que vieram acima das expectativas. 

No entanto, outros fatores negativos contribuíram para o movimento desta sessão e atuaram como catalisadores das baixas. Um deles foi a previsão da consultoria Informa Economics de um aumento de área e produtividade na próxima temporada nos Estados Unidos que poderiam fazer com que a produção norte-americana no ano que vem chegasse aos 94 milhões de toneladas, volume 16,5% maior do que o registrado em 2012. Um grande aumento foi previsto também para o milho. 

Paralelas às informações de oferta e demanda, houve também notícias de que alguns países teriam comprado farelo de soja da Índia, indicando o país como uma nova origem do produto, a qual, poderia, aos poucos contribuir para o abastecimento da demanda mundial. Essa novidade entre os vendedores, portanto, foi mais um fator de pressão para os preços. 

"Alternativas em outras origens serão colocadas à disposição de quem estiver comprando e o mercado poderá também trabalhar com isso", disse Mariano, que afirma que o mercado está se reencontrando na situação de oferta e demanda mundiais.  "O bom momento da soja já passou e a tendência agora é de que busque preços menores, tentando o patamar dos US$ 14 - US$ 14,20" diante das notícias atuais, completou o consultor. 

Veja mais informações sobre o fechamento do mercado na entrevista de Mario Mariano ao Notícias Agrícolas

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Caro Dalzir Vitoria, voce tem razão que ninguém é tão imcopetente para este erro grosseiro da avaliação da safra de soja americana. Discordo de voce sobre manipulações de mercado, principalmente quando voce se refere à indústria nacional. O mercado ofereceu todas as possibilidades e agora não devemos procurar culpados pela nossa própria imcopetencia. O Produtor brasileiro foi sábio quando antecipou a venda da soja nos momentos de preço alto, agora pode esperar por novas oportunidades. Carregar estoques é como ter a ´espada de Dámocles `sobre a cabeça. abraços.

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  • Bertholdo Fernando Ullmann Patos de Minas - MG

    Dazlir, Liones, eu acho que nesse momento(ultimo relatorio do ano de 2012), com o andamento da crise na Europa e o Obama tendo dificuldade de aprovar o aumento dos gastos do governo, os fundos(que muitas vezes nos ajudam), resolveram desovar e colocar os lucros no bolso.

    Esses números estão me surpreendendo. Parece o Brasil fazendo previsão de safra!!!!!!!!

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  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Soja – até parece que foi a primeira vez este ano que o os preços de chicago caíram 40 cents num dia. Do relatório do USDA: quem acompanhou os relatórios semanais das condições da lavoura americana não podia admitir esta recuperação na produção, portanto qual dos dois está errado, as condições das lavouras ou este numero final de produção ? - Preços mais baixos é exatamente o que o doutor receitou para aumentar as margens das industrias chinesas com o aumento da demanda pela soja, que não mudou, a disponibilidade/oferta continua curta.

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