Grãos: Mercados tem sessão volátil e soja devolve ganhos

Publicado em 29/11/2012 17:26 667 exibições
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago devolveram parte dos ganhos registrados ao longo da sessão e fecharam com leves ganhos, próximos da estabilidade nesta quinta-feira (29), na Bolsa de Chicago. O vencimento janeiro, porém, registrou leve recuo.

Durante toda a sessão, o mercado tentou manter um movimento de recuperação depois da realização de lucros da sessão de ontem. Segundo analistas, o recuo dos preços registrado nesse pregão se deu com vendas técnicas e os números baixos sobre as exportações semanais limitaram os ganhos.

As exportações semanais de soja dos Estados Unidos ficaram abaixo das expectativas do mercado e totalizaram 319.1 mil toneladas na semana encerrada no dia 22 de novembro. As projeções variavam entre 500 mil e 700 mil toneladas, e, na semana passada, o volume exportado foi de 543.600 mil toneladas.

“Essa situação abriu o caminho para uma nova realização de lucros, especialmente, no milho”, disse Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge Consultoria, de Nova York.

Além disso, o mercado internacional de grãos sofreu uma pressão adicional vinda do mercado depois que o deputado norte-americano republicano John Boehner afirmou não haver progressos nas negociações que buscam um acordo orçamental que evite uma possível recessão nos EUA no ano que vem. As informações criaram uma maior aversão ao risco, estimulando a realização de lucros.

Entretanto, os analistas seguem afirmando que os fundamentos ainda são positivos e o mercado, de uma forma geral, ainda está sustentando diante da oferta restrita e da demanda ainda aquecida.

“E o mercado pode apresentar repiques de alta no curto prazo. Vale lembrar que a safra sulamericana deve ser recorde, mas já tivemos quebras em 2011 e no EUA e para compensar as quebras precisamos dessa safra recorde, caso contrário os estoques norte-americanos vão ficar muito apertados e na América do Sul também. A demanda deve permanecer aquecida e a China continuará sendo o braço forte da demanda”, disse D'Ávilla.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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