Chicago: Soja tem sessão volátil, mas fecha em terreno positivo

Publicado em 06/12/2012 17:03
O mercado internacional de grãos foi marcado por uma sessão volátil nesta quinta-feira (6) na Bolsa de Chicago. A soja encerrou o dia em terreno positivo, enquanto o milho e o trigo fecharam o dia no vermelho. 

No caso da soja, a commodity operou durante todo o pregão em alta, registrando expressivos ganhos ao longo do dia. Porém, durante a sessão, devolveu parte dessas altas e fechou o dia com pequenas altas. 

Segundo analistas, o mercado da soja ainda está carente de novas informações que possam definir com mais propriedade o novo direcionamento dos preços. Os traders observam os movimentos técnicos, o desenvolvimento do clima na América do Sul e ainda a relação de estoque x consumo que segue bastante apertada. 

Entretanto, essas informações já são conhecidas pelo mercado. Os estoques mundiais de soja são historicamente baixos, a demanda está aquecida e a China está retornando ao mercado realizando novas compras, renovando o fôlego dos preços. 

Nesta quinta-feira, os números de exportações semanais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmaram essa intensa procura por soja com os dados vindo bem acima do esperado pelo mercado.  As exportações semanais de soja dos Estados Unidos totalizaram 1.142.7 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 29 de novembro e ficaram acima das expectativas do mercado, que variavam de 500 mil e 700 mil toneladas. 

Além disso, há ainda a incerteza sobre a safra 2012/13 da América do Sul. No Brasil, em linhas gerais, as lavouras se desenvolvem bem contando com condições climáticas favoráveis. Entretanto, a falta de chuvas em algumas regiões produtoras do Sul do país chamam a atenção. Por outro lado, na Argentina, as chuvas excessivas impedem o andamento do plantio, que já está atrasado em quase 60 dias. A janela para que os sojicultores argentinos realizem a semeadura diminui a cada dia e, com isso, a produtividade está cada vez mais ameaçada. 

Este cenário acaba trazendo algum suporte para as cotações em Chicago. O mercado não tem espaço pára perdas na América do Sul, já que vem de uma quebra na safra dos Estados Unidos durante esta temporada logo depois de uma severa baixa na colheita sulamericana no ciclo 2011/12. 

Para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, o mercado observa com muita atenção o patamar dos US$ 15 por bushel, tentando ultrapassar essel nível de preço nos próximos dias. Para isso, se apoia nos fundamentos. 
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3 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Caro Vilson Ambrozi - voce tem razão!!!. O jogo está jogado e o caminho está traçado. Até aqui indenpende do clima e do tamanho da safra sulamericana.Nossa safra não entra em março, mas a partir da 2a.quizena de maio quando começa a chegar mais forte no portos chineses. Não tem como sustentar a matriz de consumo mundial sem a perna da logística americana. grande abraço.

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Na minha opinião,com supersafra ou com poucasafra a confusão já está formada no mercado da soja,de nada adianta aos compradores se teremos 85 0u 70 ,não temos como carregar 6 a 7 milhões ton mês.E pensar que já estamos fechando carregamentos futuros de milho.

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Com o Brasil e argentina fora do mercado,os embarques americanos de 1142 mi ton,apesar de serem altos ,podem ser considerados tímidos,devem estar varrendo estoques e só comprando da mão pra boca.Vai chegar a hora que a boiada vai estourar e vão descobrir(tarde)que deveriam ter comprado mais e antes da mixórdia logística que se aproxima na América do sul.

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