Argentina: Produção de soja e milho ainda sofrem com o calor e a seca

Publicado em 01/02/2013 15:36 681 exibições
Assim como no Brasil, as regiões produtoras de soja na Argentina também apresentam condições irregulares de clima, e por isso, encontram-se em diferentes estados de desenvolvimento. 

De acordo com um levantamento feito pela Somar Meteorologia, as lavouras plantadas mais cedo - na primeira quinzena de novembro -  no país se apresentam em boas condições e as perspectivas são de bons rendimentos. Do total, 15% dessas plantações já estão em período final de granação e começo da maturação. 

Por outro lado, as demais lavouras - plantadas um pouco mais tarde - sentem com mais intensidade a falta de chuvas. Há mais de 15 dias não chove no sul de Córdoba e Buenos Aires e a seca já começa a ser reduzido o potencial produtivo das plantações semeadas depois do dia 15 de dezembro, as quais representam 40% da produção argentina.

O tempo quente e seco na Argentina tem aumentado também a incidência de lagartas e outras pragas nas lavouras do país. A situação, portanto, é outro problema que poderia vir a limitar a safra local. 

Entretanto, para os próximos dias, a previsão é de chuvas nas principais regiões produtoras. Mas, o que se espera são chuvas de baixo volume e esparsas, insuficientes para reverter o atual quadro no país e reduzir o estresse hídrico pelo qual passam as plantas. 

Nesta sexta-feira (1), a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que o plantio de soja n na Argetina está concluído em 99,4% da área, sendo já semeados 19.575 milhões de hectares dos 19,7 milhões estimados. 

Milho - A cultura do milho também sofre com o clima seco na Argentina. Por conta dos dias secos e sem chuva, algumas plantações já apresentam espigas defeituosas, com número menor de grãos e mais leves. 

O plantio do cereal no país, de acordo com a Bolsa de Cereais Buenos Aires, está concluído em 98,7% da área estimada em 3,4 milhões de toneladas. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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