Soja: CBOT fecha pregão com leve recuo
Publicado em 26/02/2013 18:53
Nesta terça-feira (26), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram mais uma sessão com expressiva volatilidade e encerraram o pregão do lado negativo da tabela, próximos da estabilidade. A commodity chegou a operar do lado positivo da tabela, mas recuou ao longo das negociações. Os principais vencimentos encerraram com baixas entre 3,50 e 3,75.
Segundo o consultor de mercado da FCStone, Étore Baroni, o mercado internacional de grãos segue sem grandes novidades, e continua focado no desenvolvimento das safras do hemisfério sul. A produção da Argentina ainda é uma incógnita para o mercado, uma vez que, desde o início do plantio as lavouras do país sofrem com as adversidades climáticas.
As chuvas no final de semana foram esparsas, o que segundo analistas, poderia aliviar a situação das lavouras. No entanto, ontem (25), a Bolsa de Cereais de Rosário na Argentina projetou que a safra de soja no país deverá somar 48 milhões de toneladas. Número abaixo das estimativas iniciais que indicavam uma produção em torno de 54 milhões de toneladas.
Além disso, os problemas logísticos no Brasil também é um fator que tem exercido influência nas cotações futuras em Chicago, e podem atrasar a entrada efetiva da safra no mercado. Por outro lado, o consultor destaca que com a colheita da produção brasileira e do Paraguai, a oferta tende a aumentar o que poderia pressionar, sazonalmente, as cotações na CBOT.
Diante dos baixos estoques norte-americanos de soja, o mercado ainda irá acompanhar a situação da demanda que permanece aquecida, principalmente, por parte da China. A expectativa é que o Governo do país libere parte dos volumes dos estoques de soja para tentar conter uma alta nos preços internos até a entrada da safra sulamericana, conforme relata o consultor.
“Mercado está de olho, se a demanda irá comprar dos EUA, o que daria suporte aos preços, ou se comprará na América do Sul, o que poderia pressionar o mercado. A tendência é que o mercado continue trabalhando entre US$ 14 e US$ 15 o bushel nas próximas semanas. Até que a situação da safra argentina esteja mais clara, e depois disso o mercado vai voltar a sua atenção para o início do plantio da safra norte-americana”, diz o consultor.
Confira como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta terça-feira:
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