Chicago: Com demanda forte nos EUA, soja encerra sessão em alta

Publicado em 05/03/2013 18:42
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Pelo segundo dia consecutivo os futuros da soja fecharam a sessão do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago. Ao longo das negociações, os preços avançaram e o contrato março/13 chegou a ultrapassar o patamar de resistência de US$ 15/bushel. Mas no final do pregão as cotações diminuíram os ganhos encerrando com pequenas leves altas, entre 4,25 e 6,25 pontos.

O analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, explica que os fundamentos permanecem positivos no curto prazo. E diante dos baixos estoques norte-americanos de soja, as vendas anunciadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) hoje (5) deram sustentação aos preços futuros. 

O departamento norte-americano reportou e venda de 330 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados a serem entregues na safra 2012/13. Logo em seguida o órgão divulgou a venda de 345 mil toneladas de soja em grão para a China na temporada 2013/14.

A demanda da China, no momento da economia mundial, é uma constante, e vai continuar crescendo. E mesmo com investimentos para aumento na produção do país, sabemos que nada é garantido, e que vão continuar comprando soja da América do Sul e do Norte, afirma Dejneka.

Paralelo a esse cenário, os problemas logísticos no Brasil agravam a situação, uma vez que impedem que a safra chegue à velocidade necessária no mercado internacional de grãos. A fila de navios esperando para carregar soja chega há 50 dias. Em decorrência dessa situação, muitos países compradores, principalmente, a China têm preferido pagar mais caro e comprar o grão em outras origens.

As margens de esmagamento de soja estão historicamente altas no país, por isso há esse imediatismo pela soja. E para reverter essa situação, as margens na China terão que ser diminuídas, através do aumento dos preços em Chicago, ou o Brasil começar a exportar mais rapidamente, destaca o analista. 

Frente a esse quadro, a tendência é que os preços futuros permaneçam sustentados durante toda essa semana. Além disso, na próxima sexta-feira (8) o USDA divulgará o novo relatório de oferta e demanda, e a expectativa do mercado é que o departamento norte-americano reduza os estoques finais de soja no país. 

Já as projeções para a safra brasileira devem ser mantidas, segundo analistas, e a produção argentina deve apresentar uma retração devido às adversidades climáticas registradas no país vizinho desde o início do plantio.

Confira como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta terça-feira:



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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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