Soja: À espera do USDA, mercado opera com volatilidade
Publicado em 06/03/2013 10:27
No início desta quarta-feira (6), os futuros da soja operam com volatilidade na CBOT. O contrato março/13, que chegou a trabalhar do lado negativo da tabela, já registra pequenos ganhos. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) as principais posições negociadas na Bolsa de Chicago registravam altas entre 0,75 e 1,50 pontos.
Segundo o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, a cada nova alta na CBOT os fundos especuladores realizam lucros à espera de novas notícias no mercado de commodities agrícolas. No momento, há dois cenários distintos no mercado um para o primeiro semestre do ano e outro para o segundo, conforme explica Cachia.
Diante dos baixos estoques de soja dos EUA, a demanda pela soja permanece aquecida, especialmente pela China, e não dá sinais de retração. E as exportações norte-americanas seguem em ritmo acelerado. Além disso, o Brasil, apesar de caminhar para uma safra cheia, não está sendo suficiente para abastecer a demanda mundial com sua produção, em função do caos logísticos no país. Essa situação acaba sustentando os preços em Chicago no curto prazo.
Por outro lado, no segundo semestre a tendência é que as cotações futuras fiquem pressionadas negativamente. “Com a safra sulamericana no mercado e uma possível produção recorde nos Estados Unidos, se o clima for favorável, a disponibilidade do produto pode ficar mais tranquila o que ocasionaria uma pressão sobre os preços na CBOT”, afirma o analista.
Nesta sexta-feira (08), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) irá divulgar o novo relatório de oferta e demanda, e os investidores já começam a buscar um melhor posicionamento antes do anúncio. A expectativa do mercado é que órgão apresente uma redução nos estoques finais de soja nos EUA. O departamento norte-americano também poderia diminuir as projeções da safra argentina, devido às adversidades climáticas que castigam as lavouras desde o início do plantio.
“Do ponto de vista fundamental, o relatório deve ser altista e o mercado deve trabalhar nesse sentido de estoques apertados. Mas teremos que ver como o mercado irá reagir”, destaca o analista de mercado.
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