Grãos: Mercado aguarda números do USDA e fecha com leves altas

Publicado em 07/03/2013 18:57
Os contratos futuros da soja fecharam a sessão desta quinta-feira (07) do lado positivo da tabela, após trabalharem com bastante volatilidade ao longo das negociações. As principais posições, negociadas na Bolsa de Chicago, encerraram o dia com altas entre 5,00 e 19,00 pontos. O contrato março/13 conseguiu ultrapassar o patamar de US$ 15/bushel, e terminou o dia a US$ 15,03/bushel. 

Durante toda a semana, os investidores têm buscado um melhor posicionamento frente ao relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado amanhã (08). A expectativa do mercado internacional de grãos é que o órgão reduza os números dos estoques finais de soja dos EUA e em nível mundial.

Segundo o analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, o departamento norte-americano também poderia revisar para cima os números de importação do país, para ajustar a balança entre a oferta e demanda. E apesar dos apertados estoques de soja dos EUA, as exportações norte-americanas seguem em ritmo acelerado. 

“Diante dessa situação, os Estados Unidos podem comprar soja de outras origens para atender a demanda interna e externa. Por isso, acredito que o USDA teria que aumentar os números de importações norte-americanos”, destaca Vanin.  

Frente a esse quadro, o Brasil não tem se mostrado eficiente para abastecer a demanda mundial. Os problemas logísticos impedem que a oferta brasileira chegue à velocidade necessária aos mercados consumidores. Além disso, ontem os portuários ameaçaram realizar uma nova greve no dia 19 de março, fator que poderia agravar a situação nos portos.

E em decorrência desse cenário, a demanda firme, principalmente a chinesa, acaba se deslocando para os EUA para garantirem o produto com entrega mais rápida. “Isso se confirma pelas novas vendas norte-americanas, em um momento em que a demanda deveria estar voltando para a América do Sul. E hoje, o relatório de exportações semanais dos EUA reportou números acima do esperado pelo mercado, variável que exerceu influência positiva nos preços futuros”, destaca Vanin. 

Por outro lado, o analista sinaliza que apesar das altas cotações em Chicago, no Brasil a situação é diferente. “Alguém terá que arcar com os altos custos ocasionados pela deficiente logística, e no final das contas quem perde é o país, via frete, via prêmio, perdemos pela ineficiência logística”, diz. Ainda de acordo com o analista, caso os problemas logísticos permaneçam e haja uma greve nos portos, o contrato maio/13 pode ultrapassar o patamar de US$ 15/bushel. 

Confira como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quinta-feira:



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