CBOT: Após relatório do USDA, soja opera com volatilidade

Publicado em 11/03/2013 09:30 e atualizado em 11/03/2013 14:35
1917 exibições
Os futuros da soja operam com volatilidade na sessão desta segunda-feira (11). Por volta das 10hh30 (horário de Brasília) as principais posições negociadas na Bolsa de Chicago registravam pequenos ganhos entre 0,25 e 5,00 pontos. Na última sexta-feira (08) a commodity encerrou o pregão com preços mais baixos, após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), sem grandes novidades.

Os números reportados pelo departamento norte-americano ficaram em linha com o anunciado no relatório de fevereiro. A produção e produtividade norte-americana foram mantidas, em 82,05 milhões de toneladas e 44,9 sacas por hectare, respectivamente.

As exportações de soja norte-americanas permaneceram em 36,6 milhões de toneladas. E os estoques finais de soja ficaram em 3,4 milhões de toneladas, conforme reportou o departamento. As estimativas para a produção brasileira foram mantidas em 83,5 milhões de toneladas, por outro lado, a projeção para a safra argentina recuou de 53 milhões de toneladas para 51,5 milhões de toneladas.

Segundo o operador de mesa da Terras Investimentos, Bruno Perottoni, o relatório do USDA foi morno para a soja, e o que chamou a atenção do mercado foi a revisão para baixo da safra argentina. A situação climática no país vizinho permanece sendo observada pelo mercado internacional de grãos, conforme destaca Perottoni.

E as chuvas no final de semana não foram tão bem distribuídas, hoje o mercado trabalha com leves altas, mas sem muitas novidades. A posição dos fundos de investimentos não mudou, e o cenário macro está com falta de notícias, explica o operador de mesa. 

E paralelo ao quadro apertado de estoques de soja nos EUA, o Brasil não está sendo eficiente para abastecer a demanda mundial de soja, em função dos problemas logísticos no país. Situação que, segundo analistas, faz com que os países compradores procurem o grão em outras origens. Por outro lado, a demanda chinesa permanece aquecida devido às margens de esmagamento positivas. 

Além disso, há uma desvalorização do dólar frente ao real, e com o câmbio fraco temos uma commodity mais valorizada, relata o operador de mesa. 
Tags:
Por Fernanda Custódio
Fonte Notícias Agrícolas

Nenhum comentário