Soja opera em alta na CBOT e contrato julho recupera os US$ 14

Publicado em 21/03/2013 08:02 e atualizado em 21/03/2013 09:11
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta nesta quinta-feira (21), dando continuidade ao fechamento positivo da sessão anterior. O vencimento maio, referência para a safra brasileira, voltou ao patamar dos US$ 14 dólares por bushel e, por volta das 7h50 (horário de Brasília), era cotado a US$ 14,10, com alta de 10,75 pontos. 

Segundo analistas, após os seis pregões consecutivos de queda, os preços da soja encontraram seu piso no cenário internacional e acabaram tornando-se mais atrativos para os investidores e compradores que voltaram, novamente, seu foco para as commodities. Além disso, o mercado conta ainda com o fundamento da demanda, principalmente da China, a qual ainda se mantém muito aquecida e não dá sinais de desaceleração. 

"A soja voltou a ser atrativa para os grandes investidores e, junto com isso, há indicativos de novas compras chinesas nos Estados Unidos e isso força os estoques norte-americanos para baixo. Estes são dois fatores importantes, benéficos para o mercado", afirma o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

Veja como foi o fechamento do mercado nesta quarta-feira (20):

>> Soja fecha em alta, após a volta dos compradores ao mercado

Por Fernanda Custódio

Após seis pregões consecutivos de perdas, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta quarta-feira (20) do lado positivo da tabela. As principais posições encerraram o dia com ganhos entre 7,00 e 13,00 pontos. O contrato maio/13, referência para a safra brasileira, se manteve acima de do patamar de US$ 14/bushel, e terminou o dia negociado a UUS$ 14,19/bushel.

Segundo o consultor da Agrosecurity Consultoria, Fernando Pimentel, depois da realização de lucros registrada nos últimos pregões, os preços encontraram um piso, o que fez com que os compradores retornassem ao mercado. A demanda, principalmente, a chinesa permanece aquecida, mesmo diante dos baixos estoques de soja dos Estados Unidos. 

Do mesmo modo, a maior estabilidade do mercado financeiro internacional contribuiu para dar suporte aos preços em Chicago. A informação de que os estoques chineses de soja estão em níveis mais baixos, divulgada pela consultoria alemã, Oil World, também exerceu pressão positiva nas cotações futuras do grão.

Os fundamentos não mudaram tanto permanecem parecidos com os do início do mês de fevereiro. A Bolsa de Chicago teve esse momento de volatilidade, mas já cansou de cair e o mercado se estabiliza um pouco, ratifica o consultor.

Por outro lado, o mercado internacional de grãos ainda observa os problemas logísticos no Brasil que atrasam a entrada efetiva da safra 2012/13 no mercado. A fila de navios nos portos é grande, na manhã de hoje (20), cerca de 73 navios aguardavam para carregar, porém apenas 4 deles possuíam carga completa e estariam aptos a embarcar. Além disso, o ritmo de chuvas tem prejudicado as operações, especialmente, os embarques pelo Porto de Paranaguá. 

Essa situação tem refletido nos prêmios nos portos do país, e consequentemente compromete a rentabilidade dos produtores rurais. Os prêmios negativos é um sinal ruim e mostra todo o grau de complexidade e incerteza que o caos logístico gera tanto para quem vende quanto par quem compra. Não há uma solução para esse cenário em curto prazo, e o pico da crise logística será no mês de abril, diz Pimentel.
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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