Grãos: Mercado ainda opera em compasso de espera pelo USDA

Publicado em 27/03/2013 07:45
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Nesta quarta-feira (27), o mercado internacional de grãos enfrenta mais um dia de falta de direcionamento na Bolsa de Chicago. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os futuros da soja e do milho operavam em campo misto, e o trigo, estável, sem variação nos principais vencimentos. Ontem, a soja conseguiu manter uma recuperação e fechou o dia em alta. Milho e trigo recuaram. 

Os negócios ainda são pautados pela espera pelos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quinta-feira, 28 de março. Serão reportados os estoques trimestrais norte-americanos em 1º de março e também as intenções de plantio e estimativas de produtividade para a safra no país. 

Segundo analistas, a expectativa do é de que o departamento informe estoques bastante apertados tanto para a soja quanto para o milho, fato que já vem sendo precificado pelo mercado. Portanto, números que venham abaixo do esperado deverão ser positivos para os preços, bem como se vierem acima, serão negativos. 

Este boletim vem sendo esperado com ansiedade pelo mercado, uma vez que será uma importante força a dar um direcionamento mais definido para os preços. 

Veja como foi o fechamento desta terça-feira em Chicago:

Soja fecha em alta com possível redução dos estoques dos EUA

Nesta terça-feira (26), a soja fechou os negócios em alta na Bolsa de Chicago. O mercado conseguiu ampliar seus ganhos e fechou a sessão subindo entre 9,25 e 10,50 pontos nos principais vencimentos. O que estimulou a recuperação dos preços, segundo analistas, foi a expectativa por estoques menores a serem reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na próxima quinta-feira, 28. 

As expectativas do mercado para os estoques trimestrais de soja dos EUA - em 1º de março - é de 25.8 milhões a 26 milhões de toneladas, segundo números levantados pela agência internacional Dow Jones. Nesse mesmo período do ano passado, o volume era de 37,4 milhões de toneladas. 

A importância desse novo relatório para o mercado é bastante grande e, de acordo com o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, as estimativas para os números têm divergido bastante. São esses dados, de acordo com o analista, uma das forças que contribuírão para que o mercado defina uma direção daqui em diante. 

O mercado já precificou estoques baixos, mas se os números forem menores será a lenha na fogueira necessária os preços continuarem subindo no curto prazo. Mas se isso não acontecer o mercado deve realizar lucros, afirma Dejneka. 

Além da espera por esses dados, o mercado ainda observa o caos logístico que se instalou no Brasil com a entrada da nova safra e também com o sinal de alerta no mercado financeiro. O escoamento da soja brasileira continua bastante comprometido em função do congestionamento nas estradas e portos brasileiros. Já no cenário macroeconômico, a confiança da Zona do Euro novamente abalada estimula uma maior aversão ao risco e os investidores deixarem parte de suas posições. 

Outro fator que também começa a atrair a atenção do mercado é o clima nos Estados Unidos. No próximo mês o plantio do milho deve começar efetivamente no país e, até o momento, importantes regiões produtores ainda sofrem com a neve e as baixas temperaturas do solo. 
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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

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