Em Chicago, soja opera com volatilidade e milho avança nesta 6ª feira

Publicado em 19/04/2013 12:06 1031 exibições
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em busca uma consolidação dos preços após três sessões consecutivas de alta, além de os investidores buscarem um melhor posicionamento antes da chegada do final de semana nesta sexta-feira (19) na Bolsa de Chicago. 

"O mercado caminhou bastante essa semana e uma realização de lucros no final de semana é sempre bem vinda. Porém, esse movimento é freado pela oferta muito apertada dos Estados Unidos", explica a analista de mercado Nicole Brum, da Agrinvest. Por volta de 12h06 (horário de Brasília), a soja trabalhava em baixa, perdendo entre 5 e 10 pontos. No entanto, mais cedo as cotações operaram do lado positivo da tabela, logo passando para o campo misto. 

Em Chicago, o mercado ainda opera com a atuação de duas frentes, sendo uma de pressão positiva para os vencimentos mais curtos, com os apertados estoques norte-americanos de soja e uma demanda muito agressiva; e uma negativa, que já começa a contabilizar as boas expectativas para a nova safra dos EUA e pesa sobre as posições de mais longo prazo. 

A demanda pela soja dos EUA tem sido muito intensa em um período em que isso, tradicionalmente não ocorre. O movimento é justificado pelos gargalos logísticos na América do Sul, que provoca um atraso nos embarques, e acaba fazendo com que os negócios no mercado físico dos Estados Unidos se mantenha firme, dando ainda mais suporte aos preços na Bolsa de Chicago. 

"Nessa época do ano nós não deveríamos ver o volume que está sendo exportado pelos Estados Unidos. 93% do volume estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) já foi exportado e ainda faltam seis meses para o fim do ano comercial", afirma Nicole. 

A analista atenta ainda para o fato do clima adverso nos Estados Unidos, que já provoca um atraso no plantio de milho, o que poderia ocasionar um atraso também para a soja. "E isso pode aumentar ainda mais o buraco da entressafra norte-americana", diz. 

No mercado do milho, por outro lado, os preços operam em campo positivo na sessão desta sexta. Por volta das 12h08 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 3,25 e 6,25 pontos nas principais posições. 

Ainda segundo Nicole, o principal foco desse mercado é o clima nos Estados Unidos e as condições adversas em que se inicia o plantio nesse ano. "Estamos com muitas chuvas nos Estados Unidos, algumas áreas com alagamentos, neve ainda e isso com certeza vai atrasar o plantio. Mas isso, ainda é mera especulação. Temos que lembrar que a tecnologia por lá é muito avançada e com esse atraso pode ser minimizado", explica. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Caro Salvador Reis Neto, historicamente nos meses de maio e principamente junho,os preços sempre foram superiores aos de abril. A inédita falta de soja nos Estados Unidos deve se agravar nos meses de maio até setembro, impactanto os preços na CBOT. Na minha opinião não seguraria soja para depois de junho. abraços

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  • salvador reis neto Santa Tereza do Oeste - PR

    SR LEONES: DIANTE DOS ESTOQUES BAIXISSISMOS NOS EUA E MUITOS PRODUTORES NO BRASIL DISPOSTOS A SEGURAR O SOJA A ESPERA DE MELRORES PREÇOS VENDENDO APENAS NA NESSECIDADE, AVERA CHANCES DE PREÇOS ACIMA DOS ATUAIS ATE JULHO OU AGOSTO? QUE PATAMARES?

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