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Soja lidera altas e grãos fecham 3ª feira em campo positivo na CBOT

Publicado em 07/05/2013 16:55 e atualizado em 07/05/2013 17:36 1807 exibições
A terça-feira (7) terminou com preços mais altos para a soja. Nesta sessão, o mercado conseguiu ampliar os ganhos registrados mais cedo e fechou o dia subindo entre 8,75 e 19 pontos, com as altas mais expressivas nos vencimentos de mais curto prazo. O contrato julho/13, o mais negociado nesse momento, encerrou o pregão valendo US$ 13,82/bushel, com 13 pontos positivos. 

O mercado observou alguns fatores que contribuíram para o avanço dos preços, como uma recuperação depois das expressivas baixas de ontem e a tentativa de encontrar um melhor posicionamento antes do relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira (10). 

Além disso, os contratos mais próximos contam ainda com o suporte dado pelo mercado físico norte-americano em função da ajustada oferta de soja disponível no país. Ao mesmo tempo em que a demanda internacional continua bastante aquecida, os esmagadores locais brigam pela matéria-prima para que possam cumprir seus contratos. Frente a isso, os produtores seguram suas vendas e os prêmios nos EUA estão historicamente altos. 

Paralelamente, o comportamento do clima nos Estados Unidos ganha cada vez mais força no mercado internacional de grãos. O país sofre com temperaturas muito baixas, a incidência de neve em alguns locais e ainda chuvas excessivas que já causam até mesmo o alagamento em importantes regiões produtoras.

Em função dessas condições, o plantio tanto da soja, quanto do milho e do trigo está muito atrasado e isso já reflete positivamente nos preços. Os últimos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que a semeadura do milho até o último domingo estava concluído em apenas 12% da área, contra 69% do ano passado e 47% da média dos últimos cinco anos para o mesmo período.

No entanto, para o analista de mercado Carlos Cogo, ainda há tempo de os trabalhos de campo se recuperarem devido à tecnologia empregada pelos produtores norte-americanos. "Lembrando que as plantadeiras que trabalham nos Estados Unidos avançam hoje, em uma semana, 30 pontos percentuais. Então, é provavél que possamos chegar ao próximo domingo com 40, 45% da área cultivada, e talvez reste 10 ou 15% da área plantada fora da janela ideal e aí sim o mercado climático vai atuar, vai ter momentos de volatilidade, mas o caminho é de uma produtividade normal", explicou. 

Sendo assim, diante de algumas situações ainda de indefinição sobre a nova safra dos Estados Unidos, o mercado do milho e também do trigo trabalhou sem uma direção definida, ambos encerrando o dia com oscilações pouco expressivas. 

"Aqueles mapas que mostravam uma janela um pouco maior de período mais seco para o plantio mudaram um pouco. Teremos de 1 a 2 dias de clima bom para plantar, depois voltamos a ter mais chuvas, e outro bom período para plantar só na próxima semana", explicou o analista de mercado Glauco Monte sobre o comportamento do clima no país, da FCStone. 

Para Monte, essas mudanças nos mapas climáticos é o principal fator que irá acentuar a volatilidade no mercado de grãos. "Essas mudanças de mapas vão impactando e a mudança de hoje foi mais negativa para o avanço do plantio, justificando essa alta dos preços principalmente para a soja. No milho, o que vimos foi mais uma recuperação frente às últimas quedas", disse. 

Veja como ficaram as cotações no fechamento desta terça-feira:



Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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