Com correção técnica; soja e milho recuam, trigo na estabilidade
A terça-feira (4) é de baixa para o mercado internacional de grãos. Na sessão de hoje, soja e milho operam em queda e o trigo tenta se manter próximo da estabilidade na Bolsa de Chicago, com os preços passando por uma correção técnica depois das baixas de ontem. O contrato julho/13, o mais negociado nesse momento, por volta das 11h20 (horário de Brasília), era cotado a US$ 15,23 por bushel, com baixa de 9 pontos. Os demais contratos recuavam de 9,50 a 15,50 pontos.
No pregão anterior, o mercado, principalmente da soja, avançou com foco na falta de produto nos Estados Unidos, em uma demanda muito aquecida - que se mantém focada no EUA - e no atraso do plantio da nova safra norte-americana em função do clima desfavorável.
Porém, os números apresentados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a evolução da semeadura vieram em linha com as expectativas do mercado e acabaram gerando um impacto pouco expressivo sobre as cotações na Bolsa de Chicago. O departamento indicou 57% da área de soja plantada, contra 44% da semana anterior, e 91% para o milho, frente a 88%.
"Ficamos dentro das expectativas do mercado, mas claro, estamos atrasados e isso já não é mais segredo para o mercado, nós vemos uma subida das cotações, principalmente na soja, que tinha muito a ver com essa preocupação sobre o atraso, da mesma maneira que tivemos um movimento de alta no milho no final de abril, início de maio, quando tínhamos um atraso efetivo do plantio do grão", explicou Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos.
Ainda de acordo com o analista, frente a isso, o mercado realiza lucros nesta terça-feira, revertendo alguns movimentos depois da forte alta, com quase duas semanas de avanço dos preços em Chicago, principalmente por parte dos fundos. "Com a participação de fundos especuladores no mercado, movimentos tanto de alta, quanto de baixa, tendem a ser exagerados", completou.
Sobre as novas previsões climáticas, Dejneka afirma que as próximas duas semanas sejam melhores, com chuvas pontuais, e algumas janelas que permitam a conclusão do plantio de milho logo mais e o de soja até 21 ou 22 de junho. Ao mesmo tempo, as especulações crescem também sobre o tamanho da área para ambas as culturas, dado o atraso nos trabalhos de campo, a possibilidade de uma migração de milho para a soja e ainda a ocorrência de alguns produtores abandonado áreas optando pelo seguro agrícola. "Agora é uma questão de sabermos o resultado", afirma Pedro Dejneka.
Já os vencimentos mais curtos, referentes à safra velha, seguem sustentados e encontra força para se manter em alta diante da pouca oferta de soja disponível, principalmente nos Estados Unidos.
Essa dinâmica de duas frentes atuando sobre os negócios em Chicago, com as incertezas sobre a safra 2013/14 e a falta de produto da safra 2012/13, deve manter a volatilidade e o nervosismo no mercado, com os movimentos sendo ainda mais intensificados pela presença dos fundos de investimentos.
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Liones Severo Porto Alegre - RS
Muitas áreas produtivas dos Estados Unidos estão alagadas. Plantas com raízes curtas, temperaturas abaixo do normal causando um desenvolvimento vegetativo lento. Mas, o que mais preocupa os produtores americanos são os prováveis períodos de estiagem que ocorrem após um mês de excessiva humidade. Mesmo que não tenham um problema sério, o meio do caminho pode ser muito conturbado. Tudo pode acontecer !!!