Soja tem dia de poucos negócios no Brasil e volatilidade em Chicago

Publicado em 02/07/2013 17:57

Os negócios no mercado interno continuam acontecendo em um ritmo mais lento no Brasil e, nesta terça-feira (2), o que sustentou os preços foi, mais uma vez, a alta do dólar. A moeda norte-americana fechou cotado a R$ 2,2480, com alta de 0,85%. 

Foram efetivados negócios em Mato Grosso, no Paraná, e Rio Grande do Sul, porém, com volumes pequenos. Nesta terça, a saca de soja subiu de R$ 73,50 para R$ 74,00 no Porto de Paranaguá e, em Paranaguá, de R$ 69,00 para R$ 70,00. Em Cascavel/PR, o preço se manteve em R$ 66,00, em Dourados/MS ficou em R4 59,00 e em Passo Fundo/RS, R$ 70,00. No Mato Grosso, em Rondonópolis, a variação foi negativa de R$ 60,00 para R$ 59,50. 

A falta de tendência e de uma direção mais definida para os preços no mercado internacional contribui para essa lentidão no mercado brasileiro. Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta terça em território misto, com oscilações pouco expressivas. 

O contrato julho/13 encerrou o dia valendo US$ 15,73 por bushel, com alta de 2,50 pontos, enquanto as demais posições perderam entre 0,25 e 2,75 pontos. O mercado procura encontrar uma direção depois dos últimos números de estoques e área de plantio para a nova safra dos EUA que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe na última sexta-feira (28). O momento, como explicam os analistas, é de uma espera pela definição sobre os resultados da nova temporada de produção norte-americana, haja vista que os fundamentos atuais - de pouca oferta e demanda aquecida - já são conhecidos pelo mercado.

"O mercado precificou muito bem os fundamentos, principalmente, depois do relatório de sexta. E ele não cai de forma permanente, houve um movimento de realização de lucros, e em função de alguma surpresa de clima [nos EUA] há precaução", diz o operador de mercado da MCDonald&Pelz, Flávio Oliveira. 

Além disso, ainda segundo o operador, a proximidade com o feriado do dia 4 de julho nos Estados Unidos também reforça essa cautela por parte dos investidores e especuladores, já que os negócios se encerram amanhã às 14h e só serão retomados após na sexta-feira, às 10h30 (horários de Brasília). 

Para depois desse feriado, no entanto, o mercado deverá trabalhar com as previsões climáticas para as principais regiões produtoras dos EUA, que indicam condições favoráveis para os próximos dias. "A expectativa do mercado é de que até meados de julho até 70% das lavouras estejam em condições boas e excelentes, isso vai fazer com que os níveis de produtividade aumentem, com as expectativas de uma safra grande", diz Oliveira. O operador completa dizendo que, sem essa ameaça climática no momento, a tendência é de que o mercado se mantenha mais calma, principalmente em relação a um alta de preços. 

Para Flávio Oliveira, mesmo que o valor no mercado internacional recue, a alta do dólar é um importante fator na formação dos preços internos e tem contribuído para que as cotações se mantenham estáveis ou possam registrar valorização. Assim, repiques de alta no mercado internacional criam boas oportunidades de garantina de preços.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal
Tags:

0 comentário