Chicago: Soja volta a subir e tem bons ganhos no curto prazo

Publicado em 19/07/2013 11:40 | Atualizado em 19/07/2013 14:34

O mercado internacional da soja opera em alta nesta sexta-feira (19) na Bolsa de Chicago. Depois de dois pregões consecutivos de baixa, os preços tentam se recuperar e, por volta das 14h10 (horário de Brasília), o primeiro vencimento, agosto/13, operava a US$ 14,87 por bushel, com alta de 17,75 pontos. As demais posições registravam ganhos de 8,75 a 10,75 pontos. Os futuros do trigo também registravam boas altas. 

Porém, logo em seguida, o mercado passou a trabalhar em campo misto, com mais uma sessão marcada pela volatilidade. Enquanto o curto prazo é sustentado pela pouca soja ainda disponível frente à uma intensa procura pela oleaginosa, as últimas previsões indicando um clima mais favorável ao desenvolvimento da nova safra norte-americana ainda exercem um impacto negativo aos preços. 

Após o recuo dos últimos dias, os fundos de investimentos voltaram a comprar posições, dando suporte ao mercado e estimulando novas altas. Como explica o analista do SIMConsult, Maurício Corrêa, o mercado do trigo acompanha esse movimento de alta e também contribui para os ganhos da soja. 

"O trigo apresenta registra importações da China devido a problemas climáticos prejudicando a qualidade do grão do país e, por isso, deve aumentar suas compras para algo acima de 10 milhões de toneladas enquanto o USDA estima cerca de 8,5 milhões de toneladas", afirma Correa. 

Nesta sexta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 120 mil toneladas de trigo para a China com entrega comercial para 2013/14, confirmando essa demanda aquecida da nação asiática pelo cereal.

"Provavelmente, nós vamos ver a soja se "batendo" entre os US$ 14,70 e US$ 15 por bushel. Enquanto não tivermos uma definição sobre o que vai acontecer com a safra americana, porque ainda vivemos a expectativa do clima, toda vez que o mercado tiver a oportunidade de realizar lucros, e da mesma forma, vai recomprar", explicou Leonardo Mussury, analista de mercado da Bocchi Administradora de Negócios. 

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