Após fim de semana de chuva nos EUA, grãos operam com volatilidade
O final de semana foi de chuvas nos Estados Unidos e, com isso, o mercado internacional de grãos iniciou a semana, nesta segunda-feira (22) com a soja em campo misto, o trigo com ligeiros ganhos e o o milho em queda. Além disso, as novas previsões indicam novas chuvas para os próximos 10 dias para importantes regiões produtoras do país.
Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os vencimentos mais curtos da soja operavam em alta, ainda focados na falta de soja e na demanda muito aquecida, que reforçam o quadro ajustado de oferta e demanda. No milho, as baixas das principais posições eram de pouco mais de 3 pontos.
"Chuvas caíram sobre o Meio-Oeste norte-americano nesse final de semana e, para os próximos 10 dias, as previsões dão conta de chuvas frequentes para o país. O ambiente continua favorável à polinização e os níveis de produtividade", disse o analista internacional Luke Mathews à agência internacional Bloomberg.
No final do dia, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza seu relatório de acompanhamento de safra com as condições das lavouras da safra 2013/14.
Veja como fechou o mercado na última sexta-feira (19):
Soja: Movimento técnico justifica fechamento positivo nesta 6ª feira
Nessa sexta-feira (19), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a última sessão da semana do lado positivo da tabela. O mercado conseguiu sustentar sua recuperação após uma sessão bastante volátil. O contrato agosto/13 tenta se aproximar dos US$ 15 e encerrou os negócios com alta de 21,50 pontos, valendo US$ 14,90/bushel.
Segundo explicou o analista de mercado Glauco Monte, da FCStone, os investidores, frente ao final de semana, buscaram se posicionar melhor e compraram algumas posições depois das expressivas baixas registradas nos últimos dias. O movimento, portanto, deu sustentação aos preços, principalmente no curto prazo.
Outro fator que dá suporte aos vencimentos mais curtos é o quadro de fundamentos, que permanece positivo. A demanda pela pouca soja disponível é muito grande e os estoques norte-americanos estão cada vez mais apertados.
Por outro lado, as previsões climáticas para os Estados Unidos se mantêm favoráveis e para grande parte das regiões produtoras dos EUA e isso exerce ainda algum impacto negativo sobre os preços, segundo analistas. “Então, os mercados ficam indecisos entre a safra velha e safra nova”, afirma Paulo Molinari, analista de mercado da Safras & Mercado.
Outro fator de alta para os preços das commodities hoje foi a queda do dólar. A desvalorização da moeda norte-americana acaba atuando como uma ajuda para a alta dos preços uma vez que melhora a competitividade dos produtos dos EUA.
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