Soja: com clima bom nos EUA, mercado não sustenta recuperação

Publicado em 30/07/2013 12:17
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O mercado internacional de soja, após sessões consecutivas de baixa, caminha de lado no pregão desta terça-feira (30) na Bolsa de Chicago. Por volta das 11h50 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa operavam em campo negativo, com oscilações pouco expressivas. 

A falta de direção do mercado se dá, segundo analistas, pela necessidade de recuperação técnica dos preços ao mesmo tempo em que a mesma é limitada pelas condições favoráveis de clima nos Estados Unidos. 

"Nas condições em que estamos agora, com 63% das lavouras em condições boas ou excelentes, é possível que se chegue a uma certa deterioração sem 'assustar' o nível de produtividade. A média dos últimos 10 a 20 anos é de 59%, ou seja, já estamos 4 pontos acima do normal. E os mapas de clima mostram que durante o mês de agosto não deve haver nenhuma seca que possa afetar a produção total", explica o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar. 

Ao mesmo tempo, porém, o analista afirma que, em função do atraso no plantio, as lavouras norte-americanas poderiam sofrer com geadas precoces na época da colheita, fator que poderia comprometer seus rendimentos. Isso acaba criando uma bolha especulativa, mesmo que pequena, e que dá alguma sustentação às cotações nessas tentativas de alta. 

"Para vermos alguma surpresa altista só mesmo algum susto, alguma especulação sobre o clima. Tradicionalmente, agosto é um mês mais quente nos Estados Unidos, de menos chuvas, mas os mapas indicam temperaturas normais e chuvas normais. No entanto, há aquela questão da possibilidade das geadas precoces e esse é um fator que possa fazer com que o mercado se agite um pouco mais", afirma Cachia. 

No quadro de fundamentos de oferta e demanda nada mudou. Os estoques de soja disponível nos EUA ainda são muito restritos e a demanda segue firme. "A China está comprando bem, mas ainda tem a safra da América do Sul e a demanda não é nenhuma surpresa capaz, no curto prazo, de fazer com que haja nenhum rally importante", diz. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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