Compradores voltam ao mercado e soja registra boa alta na CBOT

Publicado em 08/08/2013 08:23
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A soja registra bons ganhos na manhã desta quinta-feira (8) na Bolsa de Chicago. Por volta das 8h10 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam mais de 10 pontos no pregão eletrônico, após sessões consecutivas de baixas. O contrato novembro, referência para a safra brasileira, era cotado a US$ 11,77/bushel, com alta de 11,75 pontos. 

De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, o avanço da oleaginosa se dá com uma volta dos compradores do mercado depois de os preços terem alcançado os menores patamares em 18 meses. Ontem, o vencimento novembro bateu nos US$ 11,62, valor mais baixo desde janeiro de 2012. 

Além disso, os analistas acreditam ainda que, depois das fortes quedas, o mercado tenta buscar um equilíbrio e, os investidores, um melhor posicionamento antes do novo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima segunda-feira (12). 

Dessa forma, os preços do milho e do trigo também operam do lado positivo do tabela. Ganhos mais expressivos, de pouco mais de 5 pontos, eram registrados pelo milho, enquanto o trigo subia pouco mais de 2 pontos nos principais vencimentos. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira (7):

Soja opera de lado e fecha quarta-feira no misto em Chicago

Na sessão desta quarta-feira (7), os contratos futuros da soja encerraram os negócios em campo misto. As movimentações foram pouco significativas e, enquanto os vencimentos mais próximos encerraram o dia com um ligeiro avanço, os mais distantes perderam pouco mais de 1,50 ponto. 

O mercado internacional da soja tentou sustentar uma recuperação com um movimento de correção técnica depois das fortes baixas. Além disso, as posições mais próximas ainda têm também a sustentação vinda dos fundamentos, com estoques de soja da safra velha dos EUA ainda muito ajustados. 

Outro fator que limitou as baixas neste pregão foi o anúncio feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) da venda de 220 mil toneladas de soja para a China. O volume deverá ser entregue na temporada 2013/14. Há boatos ainda de que a nação asiática teria adquirido mais cerca de 110 mil toneladas nesta terça-feira (6). 

No entanto, o mercado ainda sente a pressão do clima favorável nos Estados Unidos. As atuais condições climáticas contribuem para o desenvolvimento das lavouras da nova safra norte-americana e as previsões para as próximas semanas ainda se mantêm positivas. 

"Com as últimas chuvas, principalmente na parte oeste do Cinturão, o sentimento de que uma safra cheia dos Estados Unidos está chegando. (...) Teremos o relatório de agosto muito aguardado porque haverá revisões sobre os números", afirma o economista da Granoeste Corretora, Camilo Motter. 

No entanto, o economista afirma também que os preços não exibem baixas muito significativas nesta sessão em função de um risco climático que ainda existe pela frente, em agosto, mês que é determinante para a definção da produtividade da soja. 

As plantações poderiam vir a sofrer com a ocorrência das geadas precoces entre 10 de setembro e o final do mês. "Esse é um ano em que está havendo a entrada de uma massa de ar frio do Canadá, do Polo Norte que desce para o sul. Portanto, a região norte dos EUA tem tido temperaturas nessa fase do verão muito amenas. O mercado está muito atento a isso", explica Motter. 

O mercado internacional de grãos opera de lado também em função das expectativas para o novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA. O boletim sai na próxima segunda-feira, 12 de agosto, e um consenso entre a maior parte dos analistas é de que os números trazidos deverão confirmar uma boa e cheia safra dos Estados Unidos. 

No pregão desta quarta, os futuros do milho também registraram poucas oscilações e fecharam o dia em queda. Porém, as baixas foram de 0,75 a 4 pontos nos principais vencimentos. O trigo também ficou do lado negativo da tabela, no entanto, com perdas um pouco mais expressivas, acima dos 5 pontos. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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