CBOT: Grãos realizam lucros e têm ligeira baixa nesta 6ª feira

Publicado em 16/08/2013 07:55
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Na manhã desta sexta-feira (16), o mercado internacional de grãos opera com ligeiras baixas no pregão regular da Bolsa de Chicago, após fechar a sessão anterior com expressivos ganhos. Com um movimento de realização de lucros, por volta das 8h (Brasília), o mercado perdia pouco mais de 6 pontos nos principais vencimentos da soja. No miho, perdas de pouco mais de 4 pontos e, no trigo, de pouco mais de 1,50 ponto. 

As cotações, principalmente da soja, subiram por três sessões consecutivas diante de possíveis problemas climáticos nos Estados Unidos e, frente ao final de semana e das incertezas sobre o desenvolvimento do clima nos EUA, os investidores optam por essa tentativa de buscar uma estabilidade para os preços, operando um pouco mais na defensiva. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira (15):

Com previsão de clima seco e possíveis geadas nos EUA, grãos fecham sessão em alta

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, fecharam o pregão regular desta quinta-feira (15) em alta na Bolsa de Chicago. As principais posições da commodity registraram ganhos entre 18,75 e 26,50 pontos. O vencimento setembro/13, o mais negociado nesse momento, encerrou a sessão cotado a US$ 12,88/bushel. 

No mesmo caminho da soja, os futuros do milho terminaram o dia do lado positivo da tabela, com ganhos expressivos nos principais vencimentos. As posições mais negociadas exibiram ganhos de mais de 16 pontos e, o vencimento dezembro/13, referência para a safra norte-americana, encerrou a sessão cotado a US$ 4,72 por bushel, com alta de 17 pontos. Já os futuros do trigo apresentaram ganhos entre 5,75 e 7,00 pontos. 

O que contribuiu para o avanço dos preços no mercado internacional são as previsões de um clima menos favorável para o desenvolvimento da nova safra norte-americana. Para os próximos dias, o que os institutos de meteorologia apontam são dias mais quentes e secos nas próximas semanas. 

Além de terem que lidar com a falta de chuvas e temperaturas mais elevadas, as lavouras podem ainda ser atingidas por geadas precoces, as quais podem prejudicar significativamente a produtividade tanto da soja quanto do milho. 

"Isso ainda é especulação de mercado. Essa possibilidade se manifestou desde que o plantio atrasou nos Estados Unidos, e o momento mais frágil da soja é agora em agosto, e qualquer especulação de clima faz o mercado se movimentar. E os fundos incentivam isso, para depois entrarem comprando ou vendendo", diz o consultor em agronegócio Ênio Fernandes. 

Para Fernandes, a forte alta do dólar, que geralmente limita o potencial de alta dos preços no mercado internacional, não deve exercer esse papel e o mercado deverá se focar com muita atenção no desenvolvimento do clima nos Estados Unidos. "Nesse exato momento, o fator clima é muito mais importante do que o fator câmbio". 

Outro fator que também estimula as altas dos preços é a volta dos fundos à ponta compradora do mercado. "As compras começaram na segunda-feira, depois que o USDA diminuiu a produtividade, e as condições de clima que mudaram bastante. Nós temos também prêmios de clima sendo adicionados aos preços, por isso vemos o mercado ficar um pouco mais forte agora", explica o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da New Edge, de Nova York.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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