Soja: Mercado tem forte alta na CBOT com clima adverso nos EUA

Publicado em 21/08/2013 11:00 e atualizado em 21/08/2013 14:33
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A soja opera com forte alta no mercado internacional nesta quarta-feira. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam mais de 20 pontos. O contrato setembro/13, o mais negociado nesse momento, era cotado a US$ 13,28/bushel, com alta de 19,75 pontos. Os futuros do milho e do trigo também operam do lado positivo da tabela, no entanto, os ganhos são menos expressivos. 

Segundo analistas, a alta dos grãos é justificada, principalmente, pelo clima seco nos Estados Unidos podendo prejudicar a produção do país. Além das plantações já estarem sofrendo com a falta de chuvas, algumas previsões indicam que essas condições mais adversas deverão se manter nos próximos dias. 

De acordo com informações do Commodity Weather Group, instituto norte-americano, chuvas no Meio-Oeste norte-americano para os próximos 10 dias deverão cair, em sua maioria, nas porções norte e leste e, provavelmente, não trarão algum alívio expressivo sobre os problemas com a seca. 

Informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontam que tanto a soja quanto o milho estão se desenvolvendo de forma mais lenta do que o normal, depois que o plantio foi atrasado em função do excesso de chuvas e de temperaturas abaixo da média. Esse desenvolvimento mais lento deixa as lavouras ainda mais suscetíveis às geadas que podem chegar aos EUA em meados de setembro e reduzir a produtividade das culturas. 

Nesta semana, acontece nos Estados Unidos o Pro Farmer Midwest Crop Tour, que acompanha os campos em sete estados do Corn Belt. Os primeiros resultados mostram que no Nebraska a produtividade da soja pode ficar abaixo da média. Segundo o Drought Monitor, mecanismo dos EUA que moniora a seca no país, o estado passa por uma experiência quase de estiagem extrema. 

Ainda de acordo com o que explicam os analistas, o mercado tem observado com muita atenção os mapas climáticos, os quais têm ditado boa parte do ânimo dos investidores. Os principais modelos indicam menores chances de chuvas para Iowa, Minnesota, Wisconsin, Dakotas do Sul e Norte e Illinois. Há ainda a possibilidade de as temperaturas se elevarem aind mais, colocando em risco o rendimento das lavouras dos EUA. 

Paralelamente, a forte demanda pela nova safra norte-americana de soja também impulsiona as cotações em Chicago. Segundo explicou Maurício Correa, consultor de mercado do SIM Consult, essa alta dos preços ainda reflete um cenário de escassez de produto. "Os Estados Unidos já venderam 18 milhões das 37,7 milhões de toneladas de soja estimadas para exportação". 

Outra notícia que também é vista como altista para o mercado é o último boletim da consultoria alemã Oil World, o qual informa que o clima seco da América do Sul poderia atrasar o plantio da nova safra brasileira de soja e reduzir a área de milho na Argentina. 

"Na Argentina, a seca tem afetado o trigo e a canola, e também aumentado o risco de umidade insuficiente para quando começar o plantio das culturas de verão. Se chuvas consideráveis não acontecerem em setembro, o plantio da nova safra de soja não será favorável. Ainda é cedo, mas as condições podem se tornar problemáticas e as estimativas para a soja e também para outras culturas pode diminuir", informou o relatório. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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