Soja: Com previsão de chuvas e feriado nos EUA, mercado recua

Publicado em 30/08/2013 17:15
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As cotações futuras da soja encerraram o pregão regular desta sexta-feira (30) em baixa na Bolsa de Chicago. Os principais contratos da commodity exibiram perdas entre 4,50 e 11 pontos. O vencimento novembro/13, referência para a safra nova, terminou o dia cotado a US$ 13,57/bushel, com queda de 11 pontos. Os futuros do milho e do trigo fecharam a sessão em campo misto, próximos da estabilidade.

Em véspera de final de semana prolongado, na próxima segunda-feira é feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, os investidores adotaram uma postura mais cautelosa, com as atenções voltadas para o clima. E os mapas climáticos indicam chuvas moderadas para a parte leste e norte do Meio-Oeste do país, fator que exerceu pressão negativa sobre os preços futuros.

O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, explica que as temperaturas mais altas esta semana agravaram a situação de estresse hídrico das lavouras norte-americanas. “E as chuvas devem amenizar a intensidade das temperaturas. Este ano a situação é complicada, em função do atraso no plantio e um verão mais frio”, afirma. 

Em contrapartida, caso as precipitações não se confirmem, o mercado pode trabalhar com preços mais altos no pregão noturno da segunda-feira (2), podendo até mesmo atingir as máximas mais vez, conforme acredita o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo. E as próximas duas semanas são de extrema importância para a definição do potencial produtivo das lavouras de soja norte-americanas. 

Milho – No caso do cereal, a expectativa é que as perdas com as adversidades climáticas sejam menores, uma vez que o grão estava em fase mais adiantada.  “As perdas devem ser menores e a safra norte-americana deve caminhar para algo acima de 325 milhões de toneladas. Os últimos números falam em torno de 340 milhões de toneladas, mas acreditamos que haja uma revisão negativa nesses dados”, ressalta Motter. 

Mercado interno – As recentes altas das cotações futuras na Bolsa de Chicago associada com a valorização do dólar refletiram positivamente nas cotações no mercado interno brasileiro durante o mês de agosto. No acumulado do mês, a moeda norte-americana apresentou uma elevação de 3,4%. 

Os preços da soja apresentaram um incremento de R$ 10,00 nos últimos 15 dias e para o milho as cotações subiram em torno de R$ 2,00 a R$ 3,00 dependendo da região. Situação que contribuiu para o avanço nas negociações no mercado doméstico.

“A situação do milho é um pouco mais complicada, já que temos a maior safra da história, somando a safra de verão de inverno, mais de 80 milhões de toneladas. E o nosso consumo interno é da ordem de 53 milhões toneladas. Além disso, temos a expectativa de redução nas exportações, que devem somar 15 milhões de t. este ano, contra 23 milhões do ano passado”, diz o economista.

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta sexta-feira (30):

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

5 comentários

  • Henrique Bernardon Leonardi Toledo - PR

    Pois é Dr. Lionis, deixei de fechar contrato para próxima safra a 62,00 e achei que tinha perdido a oportunidade, mas pela situação climática americana acho que posso me tranquilizar pois terei novas chances de fechar contrato a preço melhor que 62, ou ate mesmo vender na colheita a valores melhores que estes. Dizem que o mercado agora é de clima, mas creio que a especulação já esta pressionando um pouco esses valores.

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  • salvador reis neto Santa Tereza do Oeste - PR

    para os produtores norte americanos não estar mais preocupados com geadas em suas lavouras de soja e por que a coisa esta feia. segundo o agweb.com pesquisa feita com produtores americanos sobre condições das suas lavouras 35% estão ruim e muito ruim e apenas 10% se encontrão em excelentes condições ou seja hora de ficar atentos pois teremos boas oportunidades para comercializar antecipadamente e já se livrar dos custos de produção. a oferta de contratos por aqui e bastante grande, cheguei a receber 3 propostas em um dia.

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  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    O Wilson Ambrozi esta certo. Este frisson pelo clima americano é uma cortina de fumaça, ou boi de piranha. Quero-queo bota ovo de um lado e canta do outro.

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Os relatos de agricultores americanos no blog agweb Crops coments ,na pag da agweb.com, são no minimo assustadores . A sêca é severa,a região afetada é o coração da produção,e na ultima semana as temperaturas altas detonaram a produtividade,tipo ,quem pensava a duas semanas em 55 bu ,se chover bem apartir de hoje,o que não irá acontecer ,colherá 40.Tem produtor que disse que não teme mais geada ,quando ela chegar não encontrará o que queimar. Des Moines Ia. fez hoje 30 09, 39°C,tem previsão para 1mm para domingo,com 40% de acerto,daí mais 15 dias de secura.A dias atráz eu achava que repetiriam a safra passada,82 mi,hoje não apostaria neste numero.

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  • Humberto Cilião Montali Borrazópolis - PR

    O PIB do Brasil cresceu! Graças ao heroísmo do agropecurista brasileiro,que mesmo com todas as adversidades dos setor , não desistimos nunca de cumprir o nosso dever, o de produzir alimentos para uma nação de 200milhões de brasileiros. Parabéns à todos nós !

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