Soja: À espera do USDA, mercado recua na CBOT e busca se posicionar

Publicado em 09/09/2013 16:53 e atualizado em 09/09/2013 17:56
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Após operar boa parte da sessão do lado positivo da tabela nesta segunda-feira (9), as cotações da soja passaram a recuar e fecharam a sessão com perdas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Os futuros do milho e do trigo também recuaram. 

O vencimento setembro/13, o mais negociado nesse momento e o que se refere ao mercado físico norte-americano, recuou 32,75 pontos, e fechou a US$ 14,04 por bushel. A baixa mais expressiva nesse contrato se deu, segundo Vinícius Ito, analista da Jefferies Corretora, em função de um desaquecimento no mercado interno dos EUA, com os processadores, principalmente, apresentando um interesse de compra bem menor do que há algumas semanas. 

Para Ito, esse recuo dos compradores é reflexo de expectativas de uma boa safra entrando no mercado em mais alguns dias, mesmo registrando algumas perdas por conta do clima seco que castiga o Corn Belt e prejudica severamente a produtividade das lavouras. 

Além disso, Ito explicou ainda que, depois de ter subido cerca de 13% em agosto, o mercado agora passa também por um movimento de correção técnica, de realização de lucros. No entanto, os preços da soja ainda encontram suporte em um cenário de fundamentos climáticos muito favorável, com estados-chave na produção de grãos sofrendo com a falta de chuvas que já dura mais de um mês nos EUA. 

Para os próximos dias, as previsões indicam algumas chuvas para o Meio-Oeste norte-americano, entretanto, são chuvas esparsas, pouco volumosas e insuficientes para trazer algum alívio significativo para as lavouras norte-americanas. E o resultado desse clima adverso deverá ser reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório de oferta e demanda a ser divulgado nesta quinta-feira (12). 

Ainda de acordo com Ito, o mercado aposta em uma redução nas estimativas de produtividade de 48,3 sacas para 46,7 sacas por hectare, o que faria a produção de soja dos Estados Unidos ser reduzida de 88,59 milhões para 85,46 milhões de toneladas. Assim, o esperado é que os estoques finais também sejam revisados para baixo, caindo de 5,99 milhões para cerca de 4,49 milhões de toneladas, bem abaixo das primeiras estimativas do depatamento. 

Para Mauricio Correa, analista de mercado do SIM Consult, esse movimento de correção do mercado é natural às vésperas do USDA. "Esse é um período de transição de safras, então, até a divulgação do relatório o mercado fica mais nervoso, depois da divulgação tem um alívio e passa por um reposicionamento". 

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira:

>> SOJA

>> MILHO

>> TRIGO

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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