À espera do USDA, grãos recuam na CBOT nesta quinta-feira

Publicado em 12/09/2013 09:10 e atualizado em 12/09/2013 11:24
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À espera dos novos números de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quinta-feira (12), às 13h (horário de Brasília), o mercado internacional de grãos opera do lado negativo da tabela no pregão eletrônico. 

Os futuros da soja, por volta das 8h50 (horário de Brasília) , perdiam entre 5 e 8 pontos nos principais vencimentos, enquanto nos mercados do milho e do trigo as cotações recuavam entre 2 e 3 pontos nos contratos mais negociados. 

O mercado, segundo analistas, opera na defensiva antes da divulgação do novo relatório, porém, as expectativas são de uma redução dos números da soja e do milho. Para a oleaginosa as projeções são de que a produtividade, a produção e os estoques finais sejam revistos para baixo. 

Segundo um levantamento feito pela agência internacional Bloomberg, a produção de soja deverá ficar em 85,13 milhões de toneladas. O volume é 3,7% menor do que o divulgado no boletim anterior.  Para o milho, a projeção de uma colheita de 345,46 milhões de toneladas, 0,9% a menos do que o no boletim anterior. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira (11):

USDA pode reduzir safra dos EUA e soja fecha com leve alta

Na sessão regular desta quarta-feira (12), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam os negócios com leve alta. Os vencimentos mais negociados subiram entre 2,25 e 3,50 pontos e o contrato novembro, referência para a safra norte-americana, fechou o dia valendo US$ 13,58 por bushel. 

A pouca movimentação do mercado é justificada pela espera dos investidores pelos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira (12) para oferta e demanda. Aguardando os dados, o mercado se manteve mais na defensiva, atuando pouco no pregão desta quarta. 

Os analistas de mercado acreditam que o departamento norte-americano traga uma redução em suas estimativas para a safra 2013, além de estoques e produtividade menores. A baixa seria em função da seca que já dura mais de um mês nos EUA, em um período bastante crítico para a soja, do enchimento de grãos, onde a presença de água é fundamental.

A agência internacional Bloomberg fez um levantamento com analistas e especialistas e as expectativas são de que a safra totalize cerca de 85,13 milhões de toneladas. O volume é 3,7% menor do que o divulgado no boletim anterior.  

"O USDA normalmente é conservador nesse relatório de setembro, em que a safra está andando e não está definida, mas tudo indica que o boletim vem com uma redução de safra", diz Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. 

Para Flávio França, consultor em agronegócio da Safras & Mercado, as expectativas para a produção têm variado bastante e, em alguns casos, chegam a 86 milhões de toneladas. Porém, as variações vão de 81 a 88 milhões de toneladas. Por isso, a expectativa do mercado é grande para essas informações, pois serão elas as responsáveis para que o mercado defina melhor suas direções. 

"Se o USDA apresentar um número abaixo de 86 milhões de toneladas, os preços terão um viés altista, caso contrário, se a previsão for acima de 86 milhões de toneladas, as cotações serão baixistas. No entanto, não é comum que o Departamento seja muito ousado nas suas revisões, com isso, a princípio, o mercado acredita que o USDA fará uma redução na safra, mas não muito grande e, posteriormente, faça outro corte no relatório de outubro”, disse França. 

Milho - Os futuros do milho também encerraram  o dia do lado positivo da tabela. As expectativas para o USDA desta quinta também são de números menores para a safra de milho, o que estimulou o avanço das cotações. 

A projeção dos analistas é de que a produção caia de 349,6 milhões de toneladas, estimadas em agosto, para 346,63 milhões de toneladas. Já o recuo da produtividade média deverá ser de 163,42 para 162,87 sacas por hectare. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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