Soja: Demanda chinesa deve crescer, mesmo com desaceleração do PIB

Publicado em 17/09/2013 16:33 e atualizado em 17/09/2013 19:29
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A Argentina se consolidou como terceiro maior provedor de soja para a China. Anualmente, o país exporta cerca de 6 milhões de toneladas dos grãos, abastecendo um mercado que, por ser o país mais povoado do mundo, precisa buscar várias outras fontes para atender sua crescente demanda.

No entanto, cerca de 80% da demanda chinesa de grãos de soja - estimada em aproximadamente 70 milhões de toneladas no ano passado - é processada para produzir óleo e rações para animais de granja e de pesca, estimam os analistas. Só 20% é utilizado diretamente para alimentação humana, como o tradicional tofu e o leite e o molho de soja.

"A maior demanda é para o farelo de soja, que é utilizado principalmente na alimentação animal", disse Zhang Lanlan, analista da Sublime China Information Company, em entrevista à AFP. "A demanda de óleo e alimento animal está crescendo de acordo com a urbanização da China", agregou.

Em 2012, os agricultores chineses colheram cerca de 12 milhões de toneladas de soja. Com isso, foi preciso importar 58,38 milhões de toneladas, das quais 44% vieram dos Estados Unidos, 41% vieram do Brasil e 10% vieram da Argentina.

Para 2013, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê que a China irá aumentar sua demanda. A estimativa é de que sejam importados de 63 a 67,5 milhões de toneladas de soja, com uma produção de 12 milhões de toneladas.

A demanda se mantém mesmo com o crescimento desacelerado do PIB do país asiático, que cresceu apenas 7,8% em 2012, seu menor ritmo em 13 anos. Gao Yanbin, analista da Jinshi Futures, aponta que "mesmo que o ambiente econômico da China esteja ruim, o consumo chinês de comida, em contrapartida, está crescendo".

No início deste ano, outro contratempo também diminuiu a demanda de soja no país. A gripe aviária H7N9, que matou mais de 50 pessoas, afetou o consumo de aves que dependem da ração feita com a soja importada. Mas este setor já está se recuperando e a compra de farelo de soja para a alimentação dos animais está crescendo.

A tendência é que a demanda aumente cada vez mais. A indústria chinesa tem capacidade anual de mais de 100 milhões de toneladas. Segundo os analistas, isso demonstra que o gigante asiático tem apetite para muito mais.

Com informações do InfoCampo

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Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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