Soja: Mercado observa efeito da chuva nos EUA e busca nova direção

Publicado em 18/09/2013 11:57 e atualizado em 18/09/2013 14:44
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Nesta quarta-feira (18), a soja opera sem direção na Bolsa de Chicago e por volta das 14h20 (horário de Brasília), operava com pequenas altas nos principais vencimentosm, com o contrato novembro/13, referência para a safra americana, era cotado a US$ 13,46/bushel, com alta de 3,50 pontos. No entanto, o mercado tenta se manter próximo da estabilidade à espera de uma definição da nova safra dos Estados Unidos e por isso exibe movimentos pouco expressivos.

Para o analista Mario Mariano, da Novo Rumo Corretora, as chuvas registradas nos últimos dias no Corn Belt e mais as que estão previstas ainda para essa semana poderiam ajudar na recuperação das lavouras que vinham sofrendo com a seca e recuperar parte de seu potencial produtivo. "Aparentemente, onde foi plantada a soja um pouco mais tarde haverá um pouco mais de tempo para reabilitar a produtividade, o que pode fazer com que a produção seja ligeiramente maior e é nisso que o mercado está apostando recentemente", explica. 

Para os próximos dias, as previsões ainda indicam dias com temperaturas mais amenas e chuvas em alguns estados, o que deve contribuir com essa possível recuperação. No entanto, há analistas que já acreditam que essas precipitações chegam tarde demais e que o rendimento das plantações do Corn Belt já estão bastante comprometidas, o que deve resultar não só em uma produção menor, como também em estoques que ficarão aquém das estimativas iniciais. 

O analista da Novo Rumo afirma ainda que, no cenário atual, os fundos de investimentos fizeram apostas mais altistas para a soja. Segundo Mariano, isso não se deu só em função de uma ameaça climática reduzindo o potencial da safra, mas também por uma questão de trava entre os mercados financeiro e agrícola. 

"A possibilidade da composição de uma nova diretoria para o Banco Central norte-americano estava sendo defendida por uma pessoa que estaria desinteressado em tirar todo o apoio de subsídio à economia norte-americana. Então, esse lastro entre moedas e mercados agrícolas fez com que os fundos tivesse comportamento de compra de commodities agrícolas e venda de moedas", afirma. No entanto, houve uma reversão desse quadro no momento em que o candidato retirou sua candidatura ao cargo de presidente do Federal Reserve no último final de semana. 

Colheita - O início da colheita do milho, a qual já está concluída em cerca de 5% da área norte-americana, também influencia o mercado. No entanto, o índice está atrasado em relação à evolução dos trabalhos de campo no ano passado e, para Mariano, podem se atrasar ainda mais caso as chuvas dificultem o andamento, fator que poderia dar alguma sustentação ao mercado do cereal. Na sessão desta quarta, os futuros do milho também tentam se manter próximos da estabilidade e operam com ligeiras altas.

Com as perspectivas para a entrada da nova safra norte-americana, a demanda, principalmente no mercado interno dos EUA, acaba se mostrando mais retraída e isso também limita o potencial de alta para os preços na Bolsa de Chicago. 

No entanto, nesta quarta-feira, o USDA já anunciou a venda de 1,93 milhão de toneladas de soja para a China com entrega para a safra 2013/14.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Não viajei ao corn belt,mas tenho tido informação e estou acompanhando as condições das culturas.Tudo de ruim para uma cultura já aconteceu,agora vamos assistir a agonia de esperar que a soja plantada tarde ,reaja com um pouco de umidade e enfrente daqui a três dias um declínio persistente da temperatura até a chegada das geadas.Temp abaixo de 20 durante o dia e abaixo de 10 no noturno .Com temperaturas nestes niveis impossivel haver maturação fisiologica,vai ficar pra dessecação pelas geadas.

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