Soja tem forte queda com chuvas e colheita próxima nos EUA

Publicado em 20/09/2013 12:06
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Na sessão regular desta sexta-feira (20), os preços da soja operam com forte queda na Bolsa de Chicago. Por volta das 11h40 (horário de Brasília), os preços perdiam mais de 20 pontos nas posições mais negociadas e o contrato novembro/13, referência para a safra dos EUA, era cotado US$ 13,15 por bushel. 

O mercado, novamente, é pressionado pelas previsões climáticas indicando novas chuvas para o Meio-Oeste norte-americano nos próximos dias. Segundo analistas, há a possibilidade de que as lavouras que já chegaram à fase de maturação estejam mais suscetíveis às perdas por conta do calor e da estiagem. 

Além disso, de acordo com as últimas previsões climáticas de institutos norte-americanos, ainda não há indicações de geadas precoces que pudessem atingir as lavouras e comprometer ainda mais seus rendimentos, como vinha sendo temido depois do atraso do plantio e dos problemas com a estiagem.

No entanto, traders e investidores aguardam por informações mais concretas e reais sobre os resultados da colheita norte-americana. Para alguns analistas, o mercado já começa a precificar uma possível melhora de produtividade em função das chuvas que chegaram nos últimos dias ao Meio-Oeste. 

Análise Gráfica - Segundo Antônio Domiciano, da SmartQuant Fundos de Investimentos, a tendência técnica para o mercado internacional da soja ainda é indefinida no médio prazo. "Apesar de a soja ter subido nos últimos dias ter subido, ela está novamente tentando descer. O contrato dezembro está em US$ 13,26 e essa região é um ponto importante pois, abaixo desse patamar, ela vai testar novas quedas", explica. 

Por outro lado, caso consiga uma recuperação, os preços deverão buscar bater novamente na máxima de US$ 14,50 atingida anteriormente. "Na análise gráfica está acontecendo uma briga muito forte entre compradores e vendedores e algum rumo os preços devem tomar, mas ainda não é possível dizer qual será esse rumo", diz Domiciano.  

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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