Soja recua com plantio na América do Sul e colheita nos EUA

Publicado em 23/09/2013 12:42
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A semana começou com o mercado internacional de grãos operando de lado na Bolsa de Chicago. Na sessão regular desta segunda-feira (23), por volta de 12h (horário de Brasília), os futuros da soja recuavam de 0,25 a 4 pontos nos principais contratos, após já encerrar um pregão eletrônico com pequenas perdas. Ao mesmo tempo, o milho também registrava um ligeiro avanço e o trigo somava altas de mais de 8 pontos às suas cotações. 

O mercado, segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, está passando por uma importante fase de expectativas e definição de direcionamento. Há a espera pelas informações finais sobre a nova safra dos EUA e também sobre o início da nova temporada na América do Sul, fatores que pesam sobre o preço. 

Nos Estados Unidos, a colheita da soja já começou em algumas regiões e, de acordo com informações da agência internacional Bloomberg, os primeiros reportes já indicam uma boa produtividade, com números maiores do que os que vinham sendo estimados anteriormente. E no Brasil e na Argentina, o plantio da temporada 2013/14 se inica em condições favoráeis de clima e perspectivas de uma área maior para a oleaginosa.

"Estamos em uma fase final de definição da safra americana, ainda não se pode dizer se será de 81 ou 90 milhões de toneladas, há uma variação muito grande, ainda mais depois das últimas chuvas que chegaram ao Meio-Oeste dos Estados Unidos", disse Brandalizze. 

No entanto, a demanda mundial por soja segue bastante aquecida e com sinais de que continuará crescendo. Segundo Brandalizze, há uma procura muito forte por farelo de soja para a produção de ração, haja vista que a demanda mundial, principalmente por parte de países emergentes, por carnes também têm crescido expressivamente. 

Além disso, nessa temporada, as exportações norte-americanas de soja vêm acontecendo em um ritmo bastante acelerado e já mais rápido do que o registrado no ano passado. Das 37 milhões de toneladas destinadas à exportação, cerca de 21 milhões já foram comercializadas. O cenário, portanto, acaba sendo um fator positivo para as cotações. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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