Mau humor do financeiro pesa e mercado da soja recua em Chicago

Publicado em 30/09/2013 12:23
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O mercado internacional da soja opera do lado negativo da tabela nesta segunda-feira (30). Os futuros da oleaginosa, na sessão regular na Bolsa de Chicago, por volta de 12h (horário de Brasília), perdiam pouco mais de 8 pontos nos principais vencimentos. O mercado ainda opera de forma técnica e  busca definir uma direção. 

O movimento dos preços neste início de semana está bastante atrelado às expectativas antes da divulgação do relatório de estoques trimestrais que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta segunda. 

Segundo explicou Vlamir Brandalizze, há um consenso entre o mercado sobre o número que será apresentado sobre os estoques norte-americanos, entretanto, ainda assim os investidores tentam se manter na defensiva à espera desses dados. Um levantamento feito com analistas e corretores por agências internacionais apontam estoques em 3,43 milhões de toneladas (126 milhões de bushels).

No entanto, o consultor da Brandalizze Consulting, afirma que essa queda que está sendo registrada pelas cotações se dá também em função do mau humor do mercado financeiro, o qual tem sido estimulado pelas notícias negativas vindas dos Estados Unidos. "O governo norte-americano está com dificuldades em aprovar o aumento do endividamento americano e isso já fez as bolsas caírem na Ásia, o mercado europeu também está pressionado. São boatos que interferem no mercado", diz. 

Assim, as negociações entre o governo americano e o Congresso a respeito do orçamento fiscal dos EUA e a chance de uma paralisação, mesmo que parcial, das atividades do governo, aumentam a aversão ao risco dos investidores, os quais deixam suas posições em ativos mais arriscados, como as commodities agrícolas. 

Apesar disso, Brandalizze afirma que a semana começa com fatores positivos para a soja no mercado internacional. A semana deverá ser de chuvas nos EUA, prejudicando o avanço da colheita dos EUA e, portanto, a entrada da nova safra do país, além de, se forem confirmados os estoques na casa de 3,5 milhões de toneladas, serem os mais baixos em muitos anos. 

"Para os EUA, que tem uma demanda próxima de 45 a 46 milhões de toneladas, esses estoques não representam mais do que 15 ou 20 dias de consumo do país (...) Há três ou quatro anos, esses estoques eram de 10 a 15 milhões de toneladas, com safras de 70 a 80 milhões. Ou seja, os estoques teriam que ser pelo menos uma três vezes maior para um volume de produção que era de 5 a 10 vezes menores do que é hoje", explica o consultor. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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