Com estoques maiores nos EUA e financeiro, soja recua na CBOT

Publicado em 30/09/2013 14:40
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A divulgação de estoques de soja e milho dos Estados Unidos acima das expectativas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (30) pesaram sobre os futuros das duas commodities no mercado internacional de grãos. Na Bolsa de Chicago, por volta das 14h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja perdiam mais de 30 pontos e o as posições mais negociadas do milho recuavam quase 10 pontos. 

O órgao afirma que os estoques norte-americanos de soja, em 1º de setembro, eram de 3,84 milhões de toneladas (141 milhões de bushels).

O volume ficou bem acima do esperado pelo mercado, que apostavan em cerca de 3,43 milhões de toneladas, ou 126 milhões de bushels, segundo um levantamento com consultorias privadas feito por uma agência internacional de notícias. 

O departamento informou ainda que os estoques trimestrais de milho totalizaram 20,93 milhões de toneladas (824 milhões de bushels). O volume estimado pelo USDA ficou bem acima do projetado pelo mercado, que era de 17,48 milhões de toneladas (688 milhões de bushels). 

"Os estoques vieram com números acima do que o mercado esperava e esse fundamento é baixista, porque mostrava que havia um alívio um pouco maior na virada de ano comercial do que se imaginava. Isso vai pesar sobre os preços hoje e talvez até um pouco amanhã", explicou Carlos Cogo, analista da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica. 

Além disso, o mercado é pressionado também pelo mau humor do mercado financeiro nesta segunda-feira (30). "O governo norte-americano está com dificuldades em aprovar o aumento do endividamento americano e isso já fez as bolsas caírem na Ásia, o mercado europeu também está pressionado. São boatos que interferem no mercado", diz. 

Assim, as negociações entre o governo americano e o Congresso a respeito do orçamento fiscal dos EUA e a chance de uma paralisação, mesmo que parcial, das atividades do governo, aumentam a aversão ao risco dos investidores, os quais deixam suas posições em ativos mais arriscados, como as commodities agrícolas. 

Apesar disso, Brandalizze afirma que a semana começa com fatores positivos para a soja no mercado internacional. A semana deverá ser de chuvas nos EUA, prejudicando o avanço da colheita dos EUA e, portanto, a entrada da nova safra do país. 

"Para os EUA, que tem uma demanda próxima de 45 a 46 milhões de toneladas, esses estoques não representam mais do que 15 ou 20 dias de consumo do país (...) Há três ou quatro anos, esses estoques eram de 10 a 15 milhões de toneladas, com safras de 70 a 80 milhões. Ou seja, os estoques teriam que ser pelo menos uma três vezes maior para um volume de produção que era de 5 a 10 vezes menores do que é hoje", explica o consultor. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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