Soja sobe na CBOT com chuva podendo atrasar colheita nos EUA

Publicado em 03/10/2013 12:24
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A quinta-feira (3) é de preços mais altos para o mercado internacional da soja. O movimento de alta continua na Bolsa de Chicago e, por volta de 12h (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 5,50 e 10,50 pontos na sessão regular. Milho e trigo também operam em campo positivo, com ganhos mais expressivos para o trigo. 

Segundo analistas, além da continuidade de uma recuperação técnica dos preços, com a volta dos compradores ao mercado, os investidores observam também como um fator positivo às previsões de chuva para o Corn Belt. Deve chover no período dos próximos 2 a 3 dias nos principais estados produtores norte-americanos e atrasar a colheita da nova safra do país. 

De acordo com informações de institutos de meteorologia, os estados mais atingidos deverão ser Wisconsin, Iowa, Minnesota e Dakota do Sul, recebendo bons volumes de chuvas. Além disso, há previsões ainda de algumas geadas leves para o norte do cinturão de produção, o que, se confirmadas nas lavouras, poderiam comprometer a produtividade da soja. 

Os trabalhos de campo já estão atrasados nos Estados Unidos em função do atraso significativo que foi registrado durante o plantio dessa nova temporada em função de condições adversas de clima. Assim, já há muitas especulações sobre a real taxa de rendimento que as plantações do país deverão apresentar frente a esse quadro.

Segundo o analista de mercado Mario Mariano, da Novo Rumo Corretora, algumas consultorias privadas que estão a campo acompanhando a colheita já começam a registrar índices menores de produtividade em relação às últimas estimativas divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

No entanto, o mercado ainda trabalha com a incerteza sobre a divulgação do novo relatório de oferta e demanda que seria trazido no próximo dia 11 pelo departamento norte-americano dada essa paralisação do governo dos EUA. Além disso, as dúvidas sobre a elevação do teto da dívida do país continua no foco do mercado financeiro, criando uma maior aversão ao risco entre os investidores. 

Nesta quinta-feira, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse, segundo o Valor Econômico, que "a interrupção parcial do governo americano já é ruim o suficiente , mas uma falha em elevar o limite do teto da dívida seria muito pior, e poderia afetar seriamente não apenas a economia dos Estados Unidos, mas toda a economia global”.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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