Com colheita atrasada nos EUA, soja segue em alta na CBOT

Publicado em 08/10/2013 07:56
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A soja opera em alta na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (8), subindo pelo quinto dia no mercado internacional. Segundo analistas internacionais, as altas refletem o ritmo mais lento da colheita nos Estados Unidos em função das chuvas que chegam ao país. 

Com as altas registradas no pregão eletrônico, os vencimentos novembro/13 e janeiro/14 já recuperaram o patamar dos US$ 13 por bushel, subindo 5,50 e 5 pontos, respectivamente, por volta das 7h40 (horário de Brasília). Ao mesmo tempo, o milho operava próximo da estabilidade, no entanto, do lado negativo da tabela. O trigo, porém, segue avançando e ainda registra altas. 

O instituto norte-americano de meteorologia DTN informou que esta semana poderão ser registrados mais atrasos na evolução dos trabalhos de campo, dadas as condições adversas de clima. "As chuvas do final de semana e as previsões de tempestades nos EUA aumentam as preocupações sobre a redução do ritmo da colheita", disse uma analista à agência Bloomberg. 

Além disso, sem as informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado se baseia em informações de consultorias privadas, como a Informa Economics, que reduziu suas estimativas para a nova safra de soja dos EUA, fator que também impulsiona os preços em Chicago. 

O porta-voz do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) Matt Paul, informou, nesta segunda-feira (7), que o relatório mensal de oferta e demanda agendado para o próximo dia 11 de outubro não será divulgado. O adiamento é resultado da paralisação do governo norte-americano por conta do impasse sobre a elevação do teto da dívida fiscal do país. 

Esse é um dos mais importantes boletins do ano e traz as projeções oficiais para a colheita dos EUA, reportando não só números da produção, como também de produtividade, estoques e demanda. Além disso, há também dados dos principais países produtores de grãos como Brasil, Argentina e China. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira (7):

Sem informações do USDA, soja opera de lado e fecha com leve alta

O porta-voz do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) Matt Paul, informou, nesta segunda-feira (7), que o relatório mensal de oferta e demanda agendado para o próximo dia 11 de outubro não será divulgado. O adiamento é resultado da paralisação do governo norte-americano por conta do impasse sobre a elevação do teto da dívida fiscal do país. 

Esse é um dos mais importantes boletins do ano e traz as projeções oficiais para a colheita dos EUA, reportando não só números da produção, como também de produtividade, estoques e demanda. Além disso, há também dados dos principais países produtores de grãos como Brasil, Argentina e China. 

Segundo analistas, o mercado de grãos deverá seguir operando às escuras até que essas informações sejam divulgadas. Até lá, levantamentos feitos por consultorias privadas, como os últimos números que saíram da Informa e da FCStone, deverão dar algum direcionamento aos preços. 

Dessa forma, na sessão regular desta segunda-feira (7), o mercado internacional de grãos, principalmente soja e milho, caminharam de lado, operando com oscilações pouco expressivas. Ainda assim, ambos conseguiram encerrar o dia do lado positivo da tabela.  No mercado da oleaginosa, os principais vencimentos fecharam o pregão com altas de 1,50 a 6,50 pontos, enquanto o os preços do milho subiram pouco mais de 5 pontos.

"As informações que vêm do governo americano são as mais confiáveis no mercado já que o departamento de agricultura tem pernas em todas as principais regiões produtoras dos Estados Unidos. Então, quando esses dados não vêm a público nós ficamos dependentes das estimativas do mercado, das análises feitas pelos players", explica Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora. 

Além dos números que seriam divulgados no boletim de oferta e demanda, o mercado também fica sem as informações sobre o acompanhamento de safra, principalmente sobre o andamento da colheita e as condições das lavouras, importantes também para o andamento e formação dos preços. 

Porém, para Daniel D'Ávilla, analista da New Edge, as expectativas do mercado apontam para cerca de 17 a 27% de área de soja já colhida nos Estados Unidos, registrando uma média de 22%, número 11% maior do que o da última semana. 

Entretanto, para acompanhar esses números o mercado acompanha também o cenário climático nos Estados Unidos, uma vez que as chuvas dos últimos dias, principalmente no final de semana passado, atrasam o ritmo dos trabalhos de campo. Em áreas como Iowa, Illinois, Indiana e Minnesota chegaram a 25 mm, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

Ainda segundo o analista, na volta aos trabalhos, o USDA deverá precisar de ao menos uma semana para reunir os dados e reportar seu esperado boletim de oferta e demanda e, provavelmente, os números não serão uma boa referência ao mercado por estarem desatualizados. 

Ao mesmo tempo, essa falta de informações vindas sobre a economia norte-americana criam uma maior aversão ao risco no mercado financeiro, o que também deixa os investidores mais cautelosos e na defensiva, deixando parte de suas posições em ativos mais voláteis e arriscado, como as commodities agrícolas, para outros mais seguros, como o dólar ou títulos do tesouro americano.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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