Grãos: Mercado registra ligeiro recuo na manhã desta 6ª feira

Publicado em 11/10/2013 07:58
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Nesta sexta-feira (11), os futuros da soja voltaram a recuar no mercado internacional. No pregão eletrônico da Bolsa de Chicago, por volta das 7h40 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados apresentavam baixas de 3 a 5 pontos. No mesmo momento, trigo e milho também operavam em campo negativo. 

“Sem informações do USDA, o mercado fica praticamente parado. As movimentações são muito pequenas, pois está todo mundo no escuro e os investidores trabalham na defensiva", explica o diretor do SIM Consult, João Birkhan. 

A semana foi de volatilidade e falta de direcionamento para o mercado internacional de grãos, com os analistas e investidores à espera de informações oficiais vindas dos Estados Unidos para que possam definir um caminho para os preços. 

Um dos boletins mais importantes do ano do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mensal de oferta e demanda de outubro, que seria divulgado nesta sexta-feira (11), não será reportado e, portanto, os negócios perdem esse referencial e apresentam um menor volume no mercado internacional. Dessa forma, os investidores ainda se mantêm na defensiva, atuando com números e notícias de consultorias privadas. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira (10):

CBOT: Sem informações, soja fecha o dia próxima da estabilidade

Na sessão regular desta quinta-feira (10), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia em campo misto. O mercado tentou se manter próximo da estabilidade, registrando um movimento pouco expressivo, com ligeiras altas para os venicmentos mais próximos. 

O mercado operou, mais uma vez, de forma técnica frente a ausência de informações oficiais sobre o andamento da safra americana por conta da paralisação do governo americano e, assim, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). "Ninguém sabe o quanto já foi colhido, nem quanto está dando de produtividade, o mercado está muito desprovido de informações", explicou o analista de mercado João Birkhan, analista do SIM Consult. 

Um dos boletins mais importantes do ano, o mensal de oferta e demanda de outubro, que seria divulgado nesta sexta-feira (11), não será reportado e, portanto, os negócios perdem esse referencial e apresentam um menor volume no mercado internacional. Dessa forma, os investidores ainda se mantêm na defensiva, atuando com números e notícias de consultorias privadas. 

Porém, o mercado sente a pressão sazonal do avanço da colheita da nova nos Estados Unidos, mesmo que esta esteja atrasada em relação à média histórica e também em relação ao ano passado. Segundo Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado, os produtores norte-americanos, frente a um risco climático, dão preferência à soja e os trabalhos com o milho deverão ser concentrados no final deste mês e início de setembro. 

As pequenas altas registradas neste pregão foram justificadas, segundo analistas, pelos sinais de uma possível solução para o impasse político nos Estados Unidos. Com uma menor aversão ao risco e a recente queda dos preços, os investidores voltam à ponta compradora do mercado e estimulam o movimento positivo. 

"Um acordo entre o Congresso e o governo americano deverá fazer algum ajuste para o aumento do endividamento teto e proporciona uma retomada de lucros. Os fundos venderam commodities agrícolas e compraram produtos econômicos, agora estão revertendo esse processo", explicou Mario Mariano, analista de mercado da Novo Rumo Corretora.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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