Chuva nos EUA atrasa a colheita e soja tem boas altas na CBOT

Publicado em 14/10/2013 12:12
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As cotações da soja na Bolsa de Chicago operam com boas altas na sessão regular desta segunda-feira (14). Por volta das 11h50 (horário de brasília), os primeiros vencimentos registravam ganhos de mais de 10 pontos e a referência para a safra americana, o vencimento novembro/13, era cotada a US$ 12,78 por bsuhel, subindo 11,25 pontos. O milho e o trigo ainda operavam próximos da estabilidade, sem direção definida. 

De acordo com analistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, nos próximos dias os trabalhos de campo nos Estados Unidos deverão ser comprometidos pelo adverso cenário climático. Chuvas podem causar um atraso ainda maior na colheita nas regiões leste e central do Corn Belt pelos próximos dois dias. Já para as próximas duas semanas, a preocupação maior é com a região do Delta, segundo informações do instituto norte-americano Commodity Weather Group. 

O site Accuweather, também dos EUA, reportou que o clima de tempestade em movimento, vindo das Montanhas Rochosas, poderá levar chuva, rajadas de vento e granizo aos estados da Dakota do Norte e Texas, além da Dakota do Sul e Minnesota. Para esta semana, de acordo com as previsões do instituto DTN, há um risco significante de fortes chuvas para o Meio-Oeste norte-americano. Depois das chuvas, a região deverá registrar também um clima mais frio, aumentando ainda mais o risco de atraso para a colheita. 

Apesar da falta de informações oficiais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a evolução dos trabalhos de campo e das condições da nova safra norte-americana, o mercado opera com dados extra oficiais. Para Maurício Correa, analista de mercado do SIM Consult, agora nos EUA é uma fase em que a colheita de soja deve se aproximar dos 40%, "ponto onde o mercado tende a se estabilizar". 

Paralelamente, o mercado observa também o impasse político que continua nos Estados Unidos. Democratas e republicanos ainda não chegaram a um acordo sobre um aumento do teto da dívida no país a quatro dias da data em que os EUA podem entrar em default. 

Segundo informações do Estadão, o presidente Barack Obama teria rejeitado a proposta de elevação do limite da dívida por apenas seis semanas, o que interrompeu as negociações entre líderes da oposição e a Casa Branca. Obama afirma ainda, de acordo com o Valor Econômico, que não há motivos para que ninguém continue sofrendo com a paralisação do governo norte-americano. 

"Nosso governo está fechado pela primeira vez em 17 anos, Um partido político está causando o risco de default pela primeira vez desde os anos de 1700. Isso não é normal. Quanto mais longe nós formos, vamos ver os mercados reagindo a isso, os empresários adiando planos de investimento e contratações e os pedidos de seguro-desemprego aumentando", afirmou o presidente em sua mensagem semanal.

Brasil - No Brasil, os negócios também caminham de forma mais lenta, sem a referência oficial norte-americana. Segundo Correa, a comercialização da nova safra estaria entre 30 e 35%, enquanto no ano passado, nesse mesmo período, era de 45%. 

Porém, o pouco volume ainda restante da safra velha brasileira, tem sido disputado no mercado interno e, vem mantendo os preços da soja em alta no Brasil. De acordo com informações do Cepea, entre os dias 4 e 11 de outubro, a média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, teve significativo aumento de 2,33%, indo para R$ 73,29/saca de 60 kg.  

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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