Com China ativa nas compras, soja fecha o dia com boa alta
A soja fechou os negócios desta quinta-feira (17) com significativa alta na Bolsa de Chicago. Os primeiros vencimentos encerraram os dias com ganhos de dois dígitos, com o contrato novembro/13, referência para a safra americana, valendo US$ 12,93 por bushel, com alta de 16,75 pontos. A alta, novamente, foi justificada pela demanda aquecida pelo produto norte-americano.
Nos últimos dias, segundo rumores, a China, maior compradora mundial da oleaginosa, realizou expressivas compras no mercado americano e estimularam o avanço das cotações. Segundo analistas, a nação asiática tem aproveitado os preços mais baixos e a falta de informações oficiais vindas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
"O fato é que o mercado está se segurando. Uma das principais razões é de que a China está, constantemente, comprando soja no mercado americano. Só que sem as informações do USDA, fica uma dúvida de quanto eles estão comprado", explicou o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar.
Como explicou Fernando Pimentel, analista da Agrosecurity, a nação asiática está aproveitando o bom momento para formar e garantir seus estoques. Rumores dão conta de que, nos últimos dias, as compras tenham chegado a mais de 2 milhões de toneladas. Além disso, foi anunciada, também nesta quinta-feira, a compra de 1,2 milhão de toneladas de milho norte-americano da China, o que também atuou como um fator positivo para os preços.
Além dos fundamentos da demanda, o mercado também avançou diante de um melhor humor do mercado financeiro, segundo explicou Pimentel. O acordo firmado nos Estados Unidos que deu fim ao impasse político sobre a elevação do teto da dívida fiscal do país trouxe um alívio, mesmo que momentâneo, aos investidores.
No entanto, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou que foi cancelada, oficialmente, o boletim de oferta e demanda de outubro. Inicialmente agendado para o último dia 11, a falta das informações deixou o mercado à escuras e sem uma referência oficial. O próximo relatório sairá no dia 8 de novembro.
Segundo representantes do USDA, o departamento ainda não teve tempo suficiente para coletar as informações necessárias e análisá-las. Com essa paralisação, duas semanas de evolução da safra ficaram para trás.
"Embora o impasse sobre a dívida fiscal do país tenha terminado, a agência NASS (departamento do USDA) não foi capaz de se realizar a coleta de dados necessária e fazer a análise ao longo das últimas semanas. A agência está avaliando seus planos de coleta de dados e avaliação do tempo dos próximos relatórios", informou o USDA em uma nota oficial.
Milho e Trigo - Acompanhando a alta do mercado da soja, milho e trigo também fecharam o dia em campo positivo. Os futuros do trigo encontraram força para subir no mercado internacional diante de condições climáticas adversas de clima na Argentina, um dos maiores exportadores mundiais do grão.
Enquanto partes do Cinturão de Produção do país sofre com o tempo extremamente seco, outras regiões são atingidas por geadas. Assim, a produção começa a ser comprometida e, portanto, provocar uma redução dos estoques. Caso isso se confirme, a demanda deverá começar a se deslocar para os EUA, fator que exerce pressão positiva para os preços.
Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quinta-feira:
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O diagnóstico que a China aproveitou o black-out americano é completamente equivocado e mesquinho. A provável intensificação das compras vieram por decisão mercadológica e negocial. A magnitude das compras chinesas não os permite ficar fora de mercado. O acúmulo da resenha de compras teve somente
um motivo : O PREÇO, que há mais de 6 meses venho afirmando que no preço da soja abaixo de us$ 12.50 p/bushel, se torna extremamente competitiva e barata para alguns mercados consumidores, não somente para a China, cujas margens de industrialização permanece no recorde histórico.