Grãos iniciam a semana na defensiva à espera dos números do USDA

Publicado em 04/11/2013 06:46 1161 exibições

A semana no mercado internacional de grãos começa com expectativas para o relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na sexta-feira (8). O boletim é esperado com muita intensidade pelos investidores depois de o relatório de outubro não ter sido divulgado em função da paralisação do governo norte-americano que durou três semanas. 

Assim, nesta segunda-feira (4), os futuros dos grãos exibem movimentos ainda pouco expressivos aguardando por essas informações. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), a soja operava em campo positivo, com ganhos de 0,25 a 7 pontos, e o contrato janeiro/14, o mais negociado nesse momento, era cotado a US$ 12,56 por bushel, subindo 5 pontos. Ao mesmo tempo, no mercado do milho, os preços recuavam menos de 1 ponto, já o trigo trabalhava com pequenos ganhos. 

O mercado observa também, além dessa espera pelos números do USDA, a demanda mundial bastante intensa pelos produtos do complexo soja norte-americano e a evolução da safra dos EUA. Nesta segunda-feira, o departamento divulga dois boletins semanais, sendo um dos embarques dos grãos e também, ao final do dia, o de acompanhamento de safra, informações que também deverão trazer movimentação ao mercado. 

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira (1):

Soja fecha semana no vermelho com boas expectativas para EUA e América do Sul

A soja recuou nesta sexta-feira (1) e encerrou o último pregão da semana com perdas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Frente ao final de semana e à espera de informações importantes, principalmente sobre a safra dos Estados Unidos, nos próximos dias, a baixa dos preços foi ainda mais acentuada. 

Segundo o analista de mercado Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica, os futuros da oleaginosa foram pressionados pelas expectativas de uma safra maior vinda dos EUA. Nesta sexta, a consultoria Informa Economics aumentou sua estimativa para a produção norte-americana de soja de 86,44 milhões para 89,76 milhões de toneladas. 

Além disso, há ainda relatos de que a produtividade em importantes estados produtores  dos EUA estaria sendo registrada em índices maiores do que os anteriormente previstos. Essa informação, aliada à evolução da colheita no país também contribuíram para dar o tom negativo ao mercado em Chicago. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza seus números de acompanhamento de safra, com as condições das lavouras e o andamento da colheita dos grãos, números que devem também exercer influência no mercado. 

Ainda na próxima semana, no dia 8 de novembro, o USDA traz seu novo relatório de oferta e demanda mensal, o qual é aguardado com muita ansiedade pelos investidores. O sentimento do mercado, segundo analistas, é de que os números a serem divulgados fiquem acima das estimativas de setembro, quando foi divulgado o último reporte. Serão conhecidos não só os números de produção, mas também de produtividade, estoques e demanda, que são aguardados após o departamento não ter reportado seu relatório de outubro em função da paralisação do governo norte-americano. 

Paralelamente, informações sobre a evolução da nova safra da América do Sul também pesaram sobre as cotações nesta sexta-feira. No Brasil, o plantio, em linhas gerais, caminha bem e as condições climáticas têm sido favoráveis na maior parte dos estados produtores. Já na Argentina, as chuvas fortes que começaram a chegar em importantes regiões de produção agrícola do país também melhoraram as expectativas para o plantio dos  grãos. 

Porém, os olhos do mercado também estão voltados para a demanda extremamente aquecida que se mantém, principalmente por parte da China, pelos produtos norte-americanos - soja em grão, farelo e óleo. Nesta sexta, o USDA anunciou a venda de 115 mil toneladas de soja para a China e mais 33 mil toneladas de óleo para destinos desconhecidos, confirmando essa intensa procura do mercado internacional. Além disso, ontem o departamento norte-americano informou ainda que as exportações de soja acumuladas nas semanas que terminaram em 10, 17 e 24 de outubro somaram mais de 4,7 milhões de toneladas. 

Dessa forma, ainda de acordo com Carlos Cogo, essas informações que confirmam a demanda mundial ainda muito aquecida é o que tem sustentado os preços da soja no mercado de Chicago, ou limitado seu potencial de baixa. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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