Argentina: "Nem a soja deve salvar a economia do país"
A economia da Argentina não deve se salvar "nem com uma boa colheita de soja". Foi o que afirmou Roberto Cachanosky, editor do Informe Econômico Semanal da Argentina, ao assegurar que o preço futuro da oleaginosa irá baixar e que não chegará em patamares suficientes para cobrir buracos e a falta de entrada de moedas. "O dólar, no país, só entra por exportações. Antes, os preços dos produtos exportados era muito mais alto do que o preço dos produtos importados, mas, agora, é ao contrário. A única forma de melhorar a economia é com disciplina monetária e institucional".
Ao ser consultado sobre se crê que o rumo do manejo econômico irá mudar com a volta de Cristina Kirchner ao controle da operação, Cachanosky respondeu: "Não acredito. Podem até haver outros problemas, como vem acontecendo. Mas os governos com tendências autocráticas não consultam a ninguém e nem fazem mudanças substanciais".
Por outra parte, assegurou que a inflação "é o mecanismo de ajuste de salários e aposentadorias" e que já se vem notando uma queda no consumo. "As receitas irão cair, haverá uma lacuna fiscal maior, o Governo irá emitir mais moeda e entrar em um círculo vicioso que termina em uma crise títpica. E também vai ter impacto sobre o emprego. As empresas não têm entrada, baixa o consumo... Estamos em uma etapa anterior ao aumento do desemprego".
A tendência, segundo Cachanosky, é de que as empresas comecem a sobrefaturar e subfaturar sobre a importação e a exportação, o que é difícil de controlar, até mesmo para o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno.
Com informações da Bolsa de Cereais de Buenos Aires
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