Argentina: "Nem a soja deve salvar a economia do país"

Publicado em 13/11/2013 15:27

A economia da Argentina não deve se salvar "nem com uma boa colheita de soja". Foi o que afirmou Roberto Cachanosky, editor do Informe Econômico Semanal da Argentina, ao assegurar que o preço futuro da oleaginosa irá baixar e que não chegará em patamares suficientes para cobrir buracos e a falta de entrada de moedas. "O dólar, no país, só entra por exportações. Antes, os preços dos produtos exportados era muito mais alto do que o preço dos produtos importados, mas, agora, é ao contrário. A única forma de melhorar a economia é com disciplina monetária e institucional".

Ao ser consultado sobre se crê que o rumo do manejo econômico irá mudar com a volta de Cristina Kirchner ao controle da operação, Cachanosky respondeu: "Não acredito. Podem até haver outros problemas, como vem acontecendo. Mas os governos com tendências autocráticas não consultam a ninguém e nem fazem mudanças substanciais".

Por outra parte, assegurou que a inflação "é o mecanismo de ajuste de salários e aposentadorias" e que já se vem notando uma queda no consumo. "As receitas irão cair, haverá uma lacuna fiscal maior, o Governo irá emitir mais moeda e entrar em um círculo vicioso que termina em uma crise títpica. E também vai ter impacto sobre o emprego. As empresas não têm entrada, baixa o consumo... Estamos em uma etapa anterior ao aumento do desemprego".

A tendência, segundo Cachanosky, é de que as empresas comecem a sobrefaturar e subfaturar sobre a importação e a exportação, o que é difícil de controlar, até mesmo para o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno.

Com informações da Bolsa de Cereais de Buenos Aires

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal
Tags:

0 comentário