CBOT: Soja se recupera com clima seco na Argentina e fecha em alta
Nesta quinta-feira (19), os futuros da soja fecharam os negócios com leves altas na Bolsa de Chicago. O mercado encontrou fôlego para sustentar suas recuperação no cenário fundamental positivo e os contratos mais próximos permanecem acima dos US$ 13,00 por bushel. O contrato maio/14, referência para a safra brasileira, terminou o dia valendo US$ 13,05, com ganhos de 6,75 pontos.
A atual situação de baixos estoques e uma demanda ainda bastante forte segue como o principal fator de suporte para as cotações no mercado internacional. Os estoques norte-americanos estão baixos e quase todo o volume projetado para ser exportado pelos EUA já foi comprometido.
Não só a demanda para exportação, mas a demanda interna norte-americana também reflete positivamente nos Estados Unidos. Segundo explicou Vinícius Ito, analista de mercado da Jefferies Corretora, há uma grande procura por farelo de soja por parte do setor de rações e isso estimula alta dos preços também em Chicago e, ao mesmo tempo, eleva também os basis, ou seja, os prêmios no mercado interno americano.
Ito afirma ainda que o clima mais quente e seco na Argentina nos também atua como mais uma força para os preços da soja no mercado internacional. As temperaturas por lá estão elevadas, com a evaporação da água do solo, reduzindo os níveis de umidade, condições que prejudicam o bom desenvolvimento das lavouras.
Entretanto, as primeiras projeções para a produção da América do Sul, principalmente do Brasil, são de grande volume, podendo bater em um número recorde e esse quadro acaba por limitar o avanço das cotações.
Um interesse maior por realizações de lucros agora no final do ano por parte dos fundos de investimentos e incertezas também na macroeconomia, principalmente no cenário financeiro dos Estados Unidos acentua a volatilidade no mercado internacional de grãos.
Milho - O mercado do milho acompanhou o avanço da soja e também fechou o dia em campo positivo. O movimento positivo dos preços se deu em função do bom desempenho das exportações semanais norte-americanas e também de vendas anunciadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a Coreia do Sul e para destinos não revelados.
Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quinta-feira:
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