Grãos dão continuidade à realização de lucros e têm leve queda

Publicado em 17/01/2014 06:53 799 exibições

O movimento de realização de lucros que pressionou levemente as cotações da soja ontem continua e, no pregão eletrônico desta sexta-feira (17), a oleaginosa opera com ligeiras baixas na Bolsa de Chicago. O mercado do milho também operava em campo positivo, com pequenas baixas, enquanto o trigo trabalhava em campo misto, mais na estabilidade. 

Durante essa semana, os preços da soja exibiram uma forte evolução, assumindo importantes novos patamares, confirmando a firmeza dos negócios diante da força da demanda. Frente a isso, os investidores optaram por essa correção de preços com movimentos de realizações de lucros. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja tem realização de lucros no fim da sessão e fecha com leve queda

As notícias foram positivas para o mercado da soja nesta quinta-feira (16), porém, uma realização de lucros fez as cotações registrarem um ligeiro recuo no fechamento da sessão na Bolsa de Chicago. Assim, os primeiros contratos - março e maio/14 -  recuaram 3 e 1,25 pontos, valendo, respectivamente US$ 13,15 e US$ 12,96 por bushel. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu boletim de exportações semanais trazendo as vendas da safra 2013/14 em 701,5 mil toneladas e as da safra 2014/15 em 525,3 mil. Somadas, o volume - de 1,226.8 milhão de toneladas - superou as expectativas do mercado, que variavam de 750 mil a 1.050 milhão de toneladas. 

Além disso, o departamento norte-americano reportou também a venda de 465,5 mil toneladas de soja para a China. Deste volume, 60 mil toneladas serão entregues ainda na safra 2013/14 e 405,5 mil na temporada 2014/15. 

Ambas as informações trouxeram ainda mais força ao mercado ao confirmar a firmeza da demanda mundial pela oleaginosa norte-americana. No entanto, como explicou o analista de mercado Stefn Tomkiw da Jefferies Corretora, de Nova York, a forte evolução dos preços nos últimos dias, que deixou o patamar dos US$ 12,66 para o março para os atuais preços acima de US$ 13 por bushel motivou o movimento de realização de lucros. 

Ainda assim, as cotações continuam sustentadas em Chicago diante dessa robustez da demanda. Segundo Tomkiw, o mercado deve seguir elevando os preços como forma de tentar transferir a demanda dos Estados Unidos, que tem um ajustado quadro de oferta e demanda dos Estados Unidos, que tem um ajustado quadro de oferta, para a América do Sul, onde uma safra recorde está sendo esperada, porém, ainda insuficiente, segundo analistas, para atender a demanda com tranquilidade.  

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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