CBOT: Soja ainda opera com pouca movimentação, mas tem leve alta

Publicado em 23/01/2014 08:40 406 exibições

Na manhã desta quinta-feira (23), os futuros da soja negociados na Bolsa de operam em campo positivo e, por volta das 9h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 1,50 e 3,75 pontos. O contrato maio/14, referência para a safra brasileira, valia US$ 12,68 por bushel, com ganho de 3 pontos. 

Apesar da queda das últimas sessões, em função de um momento mais fraco para os preços e intensas realizações de lucros, o mercado ainda observa os fundamentos positivos. Falta produto nos Estados Unidos, os estoques são baixos e a meta das exportações de 40,69 milhões de toneladas já foi batida. 

Além disso, a demanda segue como importante fator de suporte para os preços, já que se mantém muito firme. No entanto, a procura pela soja se volta, aos poucos, para a América do Sul, principalmente para o Brasil. 

De acordo com informações do analista João Schaffer, da Agrinvest, um comprador da costa leste dos Estados Unidos já confirmou negócios com a soja brasileira envolvendo de duas a três cargas da oleaginosa. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha quarta-feira sem direção em Chicago à espera de novidades

Os futuros da soja fecharam o pregão regular desta quarta-feira (22) com pequenas altas na Bolsa de Chicago. A exceção foi o primeiro contrato e o mais negociado nesse momento - março/14 - que terminou o dia perdendo 1 ponto e valendo US$ 12,79 por bushel. 

O mercado finalizou os negócios sem uma direção definida, ainda à espera de novas informações. Os fundamentos são positivos, mas já conhecidos pelos investidores e, sobre a safra da América do Sul, ainda há muitas incertezas, uma vez que o cenário climático não é regular nem no Brasil e nem na Argentina. 

>> Soja: Mercado brasileiro segue firme, apesar das oscilações em Chicago

Paralelamente, o mercado ainda aguarda mais informações sobre  possíveis cancelamentos de compras de soja por parte da China nos Estados Unidos, segundo João Schaffer, da Agrinvest. O analista afirma que uma demanda enfraquecida nas importações fez com que os compradores saíssem do mercado, provocando uma redução do basis (prêmios no mercado norte-americano). 

Apesar disso, Schaffer mostra que o cenário continua sendo de escassez de produto nos Estados Unidos e uma demanda ainda muito forte, a qual deverá, cada vez mais, se voltar para a América do Sul. Ainda segundo analista, um comprador da costa leste dos Estados Unidos confirmou negócios com a soja brasileira envolvendo de duas a três cargas da oleaginosa. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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