Com ligeiras altas, soja tenta manter sua recuperação na CBOT

Publicado em 31/01/2014 06:40 1070 exibições

O mercado da soja dá continuidade ao movimento positivo registrado na sessão anterior e operam com tímidas altas na manhã desta sexta-feira (31) na Bolsa de Chicago. No pregão eletrônico, por volta das 7h40 (horário de Brasília), as altas variavam entre 1,25 e 3,75 pontos nas posições mais negociadas. 

As vendas semanais dos Estados Unidos, apesar do cancelamento, reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira, mais um mercado financeiro mais calmo contribuíram para dar o tom positivo ao mercado. 

Além disso, o analista Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, produtores de todo o Brasil já começam a relatar uma preocupação com o desenvolvimento de suas lavouras em função do clima muito quente e seco. Dessa forma, a produtividade da soja poderia ficar comprometida em diversos estados. 

“A alta temperatura está fazendo com que as lavouras tardias percam flores, tem lavouras perdendo folhas... E isso provavelmente vai trazer impacto para a produtividade”.

Brandalizze afirma que, no Paraná, as lavouras precoces já mostram produtividade abaixo do esperado. “Esse crescimento da safra do Mato Grosso talvez não compense todos esses problemas que estão ocorrendo hoje... Não estamos mais vendo uma safra de 90 milhões de toneladas, estamos mais para o lado de 88 milhões de toneladas, que já é uma grande safra”. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja e milho fecham em alta com vendas dos EUA e financeiro mais calmo

A soja fechou a sessão desta quinta-feira (30) em alta na Bolsa de Chicago, revertendo o movimento negativo registrado ao longo do dia. No final da tarde, as cotações da oleaginosa chegaram a subir mais de 10 pontos nos contratos mais negociados. Assim, a posição maio/14, referência para a safra brasileira, terminou os negócios valendo US$ 12,61 por bushel com alta de 4,25 pontos. 

Segundo Mauricio Correa, analista de mercado do SIMConsult, o mercado continua volátil, porém, bastante forte e sustentado, principalmente, nos fundamentos de demanda. 

De acordo com os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados nesta quinta, as exportações de soja do país da safra 2013/14 da última semana somaram 495 mil toneladas, o que fez com que o volume acumulado no ano comercial seja de 42,5 milhões de toneladas. No entanto, a última projeção do departamento eram de que os EUA exportariam, até o final da temporada, 40,69 milhões de toneladas. 

Por outro lado, o USDA reportou também o cancelamento de 610 mil toneladas por destinos não informados. Entretanto, esse movimento, chamado de washouts, indicam, na verdade, uma troca de origens, segundo explicam analistas. 

"Diante disso, os cancelamentos perdem um pouco da importância, uma vez que já foram embarcadas 30,5 milhões de toneladas e faltam apenas 10 milhões para bater o número do USDA", diz Correa. Eu acredito em um mercado forte. Aqui, com a colheita se aproximando e evoluindo, sempre surgem boatos, como na Argentina também, mas está tudo tranquilo", completa.

Para alguns analistas, as altas da soja acompanharam também o movimento positivo do mercado do milho, que também fechou o pregão desta quinta-feira com altas entre 4 e 6 pontos nas posições mais negociadas. 

As exportações semanais da atual safra superaram o volume de 1,8 milhão de toneladas e estimularam as altas das cotações puxaram, portanto, os mercados vizinhos, com o trigo encerrando o dia com leve avanço. 

Paralelamente, um mercado financeiro mais tranquilo contribui para dar o tom positivo ao mercado internacional de grãos. O dólar fechou o dia em campo negativo não só frente ao real, mas também frente à outras moedas emergentes com uma menor aversão ao risco no mercado. 

Dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos estimularam esse movimento, depois que a moeda abriu os negócios em queda, passou para o negativo e foi ampliando o recuo após essas informações. 

Segundo a agência Reuters, a recuperação foi justificada também por dados que mostraram que a economia dos EUA cresceu em ritmo anual de 3,2% no quarto trimestre do ano passado, em linha com as expectativas do mercado.

"O dado dos EUA deu uma tranquilizada no mercado e levou o dólar a ampliar ligeiramente a queda", afirmou o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues à Reuters. Assim, a moeda norte-americana perdeu 0,78% e fechou a R$ 2,4147 na venda. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Não houveram cancelamentos, apenas alguém não sabe ler os relatórios do USDA. Vou explicar mais uma vez: os vendedores registram vendas com destino à declarar (desconhecido). Em algum tempo eles declaram o destino dessas quantidades e, o USDA dá baixa nas quantidades registradas com destino à declarar e contabiliza essas quantidades com destino declarado, como se faz em qualquer empresa de registros contábeis ou equivalentes.

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